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    Os carregadores de água -

    Atiq Rahimi

    Estação Liberdade
    2021
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9786586068511
    Português Brasileiro
    3.4
    23 avaliações
    Leram30Lendo3Querem45Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos0Desejados45Avaliaram23

    Publicado na França em 2019 e agora no Brasil pela Estação Liberdade, Os carregadores de água é o mais novo romance do premiado autor afegão Atiq Rahimi. Escrito com uma prosa poética e com muitas surpresas no enredo, o livro toca em questões como o exílio, a liberdade, a afeganidade, a memória e a destruição dela. Em 11 de março de 2001, as duas grandes estátuas dos Budas de Bâmiyân, no Afeganistão, são destruídas pelo Talibã, e em torno deste acontecimento são narradas as vidas de dois afegãos. Um deles, Tamim, que ocidentaliza seu nome para Tom, vive exilado em Paris e decide abandonar esposa e filha para ir de carro a Amsterdã se encontrar com outra mulher. O outro afegão chama-se Yûsef e trabalha carregando água em Cabul, sendo obrigado a conviver com as misérias de seu país e com a crueldade dos soldados do regime talibã. Os destinos dos dois jamais se cruzam. Mas, com esses relatos, Atiq Rahimi conta aos leitores dois modos de ser afegão estando neste mundo que se transforma tão rápida e violentamente. As tragédias são inevitáveis neste comovente romance, mas inevitáveis são também as buscas de si, as revelações e o amor.

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    Lusia Nicolino picture
    Lusia Nicolino26/03/2022Resenhou um livro
    0

    Um livro emocionante

    O título me intrigou. Não conhecia o autor e comecei de forma despretensiosa. Não esperava chorar com o final. São duas histórias paralelas que ocorrem em torno de um acontecimento real do dia 11 de março de 2001: a destruição das estátuas dos Budas de Bâmiyân pelo Talibã. Na primeira delas vamos conhecer Yûsef, um afegão carregador de água. Tinha sonhos mais ambiciosos, mas herdou a profissão do pai e carregou o mundo em suas costas, quer dizer, em seu odre de água. Água sem ódio, mas até quando? As histórias não são paralelas apenas em seu formato narrativo, elas de fato nunca se cruzam, mas estão entrelaçadas. Enquanto Yûsef corre de um lado para o outro, Tom (ou Tamim) é nosso protagonista da segunda história. Afegão, exilado na França há muitos anos, corre tempo entre Paris, onde vive com sua esposa e filha, e Amsterdã onde vai a trabalho e em busca de um futuro que... será que chega? Vidas marcadas, vidas contadas por Rahimi de forma memorável. Imperdível. Quote: "Com o barulho dos passos de Yûsef, levanta a cabeça, depois tira seus óculos para acolhê-lo com um suspiro, perguntando-lhe, como toda vez, sobre a colheita de suas pegadas. Pois, segundo a lenda que ele havia lhe contado, os rastros de cada homem são espalhados sobre a terra em seu nascimento. E o homem, a partir do dia em que começa a andar, colhe-os a cada passo, até o dia em que colhe o último, e é o fim, a morte."

    4 curtidas

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    3.4 / 23
    • 5 estrelas4%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas22%
    • 1 estrelas0%
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    Atiq Rahimi

    Atiq Rahimi é um escritor e cineasta afegão nascido em Cabul, Afeganistão, no ano de 1962. Tem dupla nacionalidade francesa e afegã. Durante a guerra nos anos 80 saiu de seu país, já que estudou em uma escola franco-afegã, refugiou-se na França, onde vive até hoje. Apesar de falar francês fluentemente, escreve em dari, língua falada no norte, noroeste do Afeganistão. Não só é formado em Letras, mas também em cinema, está produzindo um filme de seu primeiro romance publicado, Terra e Cinzas. Existem quatro livros publicados no Brasil, Terra e Cinzas, As Mil Casas do Sonho e do Terror, Syngué sabour - Pedra de paciência e Maldito Seja Dostoiévski, todos pela Editora Estação Liberdade. Foi vencedor do Prêmio Goncourt em 2008 pelo seu livro «Syngué sabour. Pierre de patience» o primeiro escrito em francês.

    15 Livros
    11 Seguidores

    Atiq Rahimi