Os Sertões -

    Euclides da Cunha

    Penkal
    2021
    518 páginas
    17h 16m
    ISBN-13: 9786589845800
    Português Brasileiro

    Escrito a partir do trabalho jornalístico de Euclides da Cunha sobre a rebelião de Canudos, Os sertões é considerada uma das obras mais importantes da literatura nacional. A obra regionalista narra os acontecimentos da sangrenta Guerra de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro (1830-1897), que ocorreu no Interior da Bahia, durante 1896 e 1897. A obra é dividida em três partes: a terra (o meio), o homem (a raça) e a luta (o momento/a guerra). Na primeira ele faz um levantamento geográfico e geológico da região. Fala sobre a terra porque era preciso entender o meio para entender o indivíduo (determinismo). Já na segunda, Euclides mostra a questão antropológica e sociológica. Descreve os habitantes do local, especialmente o sertanejo. Aqui, o autor dedica-se a reforçar o caráter resistente do povo. A frase “o sertanejo é antes de tudo um fote”, é um belo resumo dessa parte do livro. Toda a descrição inicial do lugar e das pessoas preparam para a leitura da terceira parte, que trata da guerra de Canudos propriamente dita. Depois de entendido o sertanejo e a coletividade, entende-se o momento histórico. Acima de tudo, Os Sertões é considerada uma das obras mais importantes da literatura nacional, sendo apontada por especialistas, leitura obrigatória para quem deseja compreender o Brasil antes e depois da República.

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    Arsenio Meira06/01/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Minha opinião: indispensável a leitura de "Os Sertões". É culto, mas não é modelo de estilo, pois Euclides viveu a Belle Époque, e escrevia tal qual Olavo Bilac desfiava os seus sonetos. Mas o livro é de gênio. Nos deu de bandeja, há mais de cem anos, a realidade do sertão, do sertanejo, e da omissão do Estado. Prenunciou e denunciou a triste realidade, ao que parece, perene: o nosso atraso como civilização. A ausência da cidadania, o descaso do poder Público e etc. Tenho a impressão que Euclides começou o livro tentando detonar Antônio Conselheiro e a Revolta de Canudos, mas terminou emocionado pela coragem e a persistência dos revoltosos e escreveu um grande épico. Importante observar que Robert Lowell, poeta americano de excelente cepa, só leu a tradução, mas chancelou definitivamente a obra do grande escritor brasileiro. Lowell considerava o épico de Euclides superior a "Guerra e Paz", de Tolstoi. Não é pouco.

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