Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições5
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas27
    • Leitores499
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Margarida La Rocque - A ilha dos demônios [eBook]

    Dinah Silveira de Queiroz

    Instante
    2022
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 6587342256
    Português Brasileiro
    4
    154 avaliações
    Leram192Lendo6Querem301Relendo0Abandonos0Resenhas27
    Favoritos0Desejados301Avaliaram154

    A obra conquistou prestígio e foi publicada em diversos países, entre eles França — onde ganhou elogios da escritora Colette —, Espanha e Japão, e considerada um best-seller em sua época. Ao contar sua história para um padre, Margarida La Rocque, nascida numa pequena aldeia na França, no século XVI, deseja “lavar o espírito de recordações aterradoras”, a começar pela profecia que a acompanha desde o nascimento, a de que conheceria o inferno em vida. Prossegue narrando o casamento com o aventureiro Cristiano, que partiu numa expedição à América e não retornou, e a decisão de, ao lado da ama Juliana, embarcar numa viagem ao mesmo destino, a fim de obter notícias do marido. No trajeto, envolveu-se com o tripulante João Maria, sem medir consequências. Descoberta a falta, a punição: o exílio de Margarida, Juliana e João Maria em uma ilha remota e misteriosa, conhecida como “ilha dos demônios”. O que nos primeiros dias pareceu uma aventura romântica e exótica desenrolou-se com ares de pesadelo, arrastando Margarida a um vórtice de paixão, medo, culpa e loucura, com a presença de criaturas tão fascinantes quanto assustadoras e um desfecho espantoso. Teria se cumprido a profecia? Publicado em 1949, Margarida La Rocque, o segundo romance de Dinah Silveira de Queiroz, trilha um caminho incomum, ao evocar relatos de viagem quinhentistas, literatura fantástica e terror psicológico, provando ser mais uma obra essencial para conhecer o inegável talento dessa autora.

    Edições (5)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (27)Ver mais
    Berttoni Licarião picture
    Berttoni Licarião26/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leituras de 2022 | Cortesia da editora Margarida La Rocque [1949] Dinah Silveira de Queiroz (SP, 1911-1982) Instante, 2022, 208 p. ‘Margarida La Rocque’ ainda ia a meio da leitura quando me descobri seu mais novo (ainda que tardio) devoto. Conhecia a autora de nome e por uma breve menção, durante a graduação em Letras, à impossibilidade de classificar sua obra nas vagas regionalistas ou urbano-psicológicas da literatura brasileira das décadas de 1940 e 1950. Mas nunca a tinha lido, e começar por aqui me encantou. Exímia contadora de histórias, Dinah é capaz de transformar fórmulas gastas em complexos percursos narrativos, de relatar sonhos e delírios com vivacidade assustadora, de mostrar o avesso do fantástico no aprofundamento ambíguo da psique de sua protagonista. Uma autora, com efeito, inclassificável. Em meados do século 16, a narradora-protagonista deste romance é abandonada na misteriosa “ilha dos demônios” como punição após uma falta grave cometida a bordo do navio do “vice-rei das novas terras.” Acompanhada de sua aia, Juliana, e de seu amante João Maria, Margarida logo percebe que, aliada aos descompassos de uma paixão desmedida, a condição feminina de subalternidade é, por si só, capaz de povoar um paraíso de demônios e outros seres mesquinhos. À medida que os dias viram meses, a ilha ganha corpo, voz e inúmeros olhares sobre o trio de exilados, deixando o insólito tomar conta de suas certezas mundanas e espirituais. Profundamente perturbador, o romance entrega personagens complexas e contraditórias sufocadas pelo desconhecido e, em igual medida, aprisionadas às convenções e estruturas opressoras do mundo ao qual desejam retornar. Assim que chegou o livro, fui cativado pela belíssima edição, seduzido pelos elementos da narrativa anunciados na quarta capa (viagens quinhentistas, terror psicológico, atmosfera fantástica) e maravilhado pelas palavras que abriam o texto: “Padre, não vos faço uma confissão.” O resultado dessa interlocução é uma história entre a devoção religiosa e a apostasia, cuja amplitude de sentidos e elaboração simbólica são tão potentes e insondáveis quanto a própria ilha que a tornou possível.

    30 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 154
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas1%