Eles são chamados de “deformadores individuais” – mas, por trás desse nome inofensivo, encontra-se o pavor.... O espírito de iniciativa humano e a supertecnologia dos antigos arcônidas se combinaram para formar uma força chamada Terceira Potência. E com razão! Afinal de contas, essa Terceira Potência, sob a liderança de Perry Rhodan, foi capaz de salvar a Terra do pior mais de uma vez. No entanto, agora, os deformadores individuais, os antigos inimigos dos arcônidas, estão invadindo o Sistema Solar, e a Terceira Potência se depara com uma ameaça contra a qual nem mesmo os cientistas de Árcon possuem defesa — o que se atesta durante a INVASÃO ESPACIAL... Personagens principais deste episódio: Perry Rhodan – O chefe da Terceira Potência. Reginald Bell – Amigo e braço direito de Perry. Crest e Thora – Os dois únicos sobreviventes de uma expedição espacial arcônida. Tako Kakuta – Membro do Exército de Mutantes. Ele domina a teleportação. Homer G. Adams – “Ministro das Finanças” da Terceira Potência. Seu campo de trabalho é o mundo inteiro, e as somas que ele manipula chegam aos bilhões. Ernst Ellert – Um homem cuja mente pode se mover no tempo. Perry o chama de teletemporador. Allan D. Mercant – Chefe da Segurança Internacional. Ele simpatiza com os objetivos de Rhodan. Sammy Derring – Uma semelhança de nomes é a culpada por ele ser assumido pelos DIs. A Terra se vê ameaçada por invasores vindos do espaço, dos quais nem mesmo os arcônidas, com sua supertecnologia, conseguiram se livrar: seres capazes de transportar sua mente para o corpo de suas vítimas e controlá-las! Porém, Perry Rhodan dispõe de um trunfo decisivo: o seu Exército de Mutantes, que, com suas fabulosas capacidades parapsíquicas, se lança num embate mental contra os alienígenas aniquiladores...
Invasão Espacial (Perry Rhodan #7) - 1º Ciclo: A Terceira Potência
Clark Darlton
Deformadores Individuais
Dessa vez Perry Rhodan, à frente de seu recém-criado Exército de Mutantes, precisa fazer frente à ameaça dos DI, os Deformadores Individuais: Bem à frente dele, a menos de dois metros de distância, estavam dois dos monstros extraterrenos, cujo objetivo era a conquista da Terra. Não, nem era isso. Destruiriam a Terra sem a menor contemplação, já que não precisavam dela. Simplesmente não toleravam a existência de qualquer outra raça. Seus atos eram comandados pelo instinto da destruição. Tirando a parte dos monstros extraterrenos, bem que o autor Clark Darlton poderia estar se referindo ao comportamento da própria espécie humana... Os DI seguem a linha dos Invasores de Corpos, história de ficção científica e horror de Jack Finney publicada em 1954, que em 1978 foi transformada em um filme de grande sucesso (https://youtu.be/vc_0dlmSq7I). Não é impossível, portanto, que os criadores da série Perry Rhodan, que começou a ser publicada no começo da década de 1960, já tivessem lido a história de Finney. Contudo, uma vez que foram capazes de conceber um exército de mutantes antes dos X-Men da Marvel, tenho para mim que as semelhanças entre os DI e os Invasores de Corpos não passa de coincidência. Perry Rhodan, como uma série semanal (ou quinzenal) escrita por vários autores, meio que a toque de caixa, inevitavelmente apresenta em alguns momentos a impressão de que a história poderia ser um pouco mais elaborada. O próprio Darlton parece ter ficado especialmente consciente disso ao fazer esse comentário: Tudo isso parecia confuso, mas não deixava de ser convincente. Pois de fato, apesar dessas ocasionais confusões, as histórias são muito envolventes, sobretudo quando as lemos hoje, décadas depois de terem sido escritas. Há passagens de notável presciência, que me fazem cada vez mais ter a convicção de que a saga de Perry Rhodan foi inspirada à humanidade como forma de facilitar e acelerar o processo de Transição Planetária. Um belo exemplo disso está nessa fala do protagonista da série, que propõe uma radical reestruturação econômica, transformando a indústria bélica em uma indústria espacial: Já nâo é segredo que as guerras e as atividades armamentistas são responsáveis por boa parte do bem-estar material dos povos. Isto pode parecer cínico, mas não passa duma constatação objetiva. Por isso devemos continuar a guiar nossa atuação por esse princípio consagrado, com a única diferença de que nossos esforços não mais serão dirigidos aos preparativos para a guerra, mas a um objetivo inteiramente diferente: a frota espacial. A economia mundial pode beneficiar-se com um empreendimento desse tipo. Novas indústrias surgirão, todos os homens encontrarão trabalho. Será necessário criar fábricas e usinas, e teremos de encontrar meios de produzir matérias-primas e peças até então desconhecidas. É aí que residem as vantagens de natureza puramente econômica. Ainda mais explícita, nesse sentido, é a formulação de que a humanidade só poderá sobreviver se abandonar suas tacanhas concepções patrióticas, que insistem em dividir o mundo em várias facções antagônicas: Qualquer homem que se deixasse envolver por motivos nacionalistas, mesmo que só em pensamento, seria um criminoso perante a humanidade. A tolice de um único homem pode abalar a união que finalmente foi alcançada. De qualquer maneira alguns decênios se passarão antes que toda a desconfiança seja eliminada. Uma bela surpresa que tive nesse episódio foi uma primeira formulação de ordem espiritual, que na história foi proferida pelo arcônida Crest: Nas últimas semanas fiquei pensando muito sobre se o universo é governado pelo acaso ou pelo destino disse em tom tranquilo. Quase chego a dar a primazia ao destino. Como não deve ser imenso e inconcebível o ser que move os fios... E viva Perry Rhodan! https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/03/perry-rhodan-invasao-espacial-p007.html
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