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    Invasão Espacial (Perry Rhodan #7) - 1º Ciclo: A Terceira Potência

    Clark Darlton

    Ediouro
    1976
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-13: 9783845300061
    Português Brasileiro
    3.8
    104 avaliações
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    A energia humana e a tecnologia superior dos arcônidas uniram-se num super-poder conhecido como a Terceira Potência.E não foi sem razão que lhe deram esse nome. Pois essa Terceira Potência, chefiada por Perry Rhodan, já conseguiu evitar as piores catástrofes para a Terra.Mas agora os velhos inimigos dos arcônidas, os Deformadores Individuais, penetram no sistema solar. A Terceira Potência vê-se diante duma ameaça contra a qual nem mesmo os cientistas do planeta Árcon conhecem qualquer defesa...

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    Fabio Shiva27/03/2021Resenhou um livro
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    Deformadores Individuais

    Dessa vez Perry Rhodan, à frente de seu recém-criado Exército de Mutantes, precisa fazer frente à ameaça dos DI, os Deformadores Individuais: “Bem à frente dele, a menos de dois metros de distância, estavam dois dos monstros extraterrenos, cujo objetivo era a conquista da Terra. Não, nem era isso. Destruiriam a Terra sem a menor contemplação, já que não precisavam dela. Simplesmente não toleravam a existência de qualquer outra raça. Seus atos eram comandados pelo instinto da destruição.” Tirando a parte dos “monstros extraterrenos”, bem que o autor Clark Darlton poderia estar se referindo ao comportamento da própria espécie humana... Os DI seguem a linha dos “Invasores de Corpos”, história de ficção científica e horror de Jack Finney publicada em 1954, que em 1978 foi transformada em um filme de grande sucesso (https://youtu.be/vc_0dlmSq7I). Não é impossível, portanto, que os criadores da série Perry Rhodan, que começou a ser publicada no começo da década de 1960, já tivessem lido a história de Finney. Contudo, uma vez que foram capazes de conceber um exército de mutantes antes dos X-Men da Marvel, tenho para mim que as semelhanças entre os DI e os Invasores de Corpos não passa de coincidência. Perry Rhodan, como uma série semanal (ou quinzenal) escrita por vários autores, meio que a toque de caixa, inevitavelmente apresenta em alguns momentos a impressão de que a história poderia ser um pouco mais elaborada. O próprio Darlton parece ter ficado especialmente consciente disso ao fazer esse comentário: “Tudo isso parecia confuso, mas não deixava de ser convincente.” Pois de fato, apesar dessas ocasionais confusões, as histórias são muito envolventes, sobretudo quando as lemos hoje, décadas depois de terem sido escritas. Há passagens de notável presciência, que me fazem cada vez mais ter a convicção de que a saga de Perry Rhodan foi inspirada à humanidade como forma de facilitar e acelerar o processo de Transição Planetária. Um belo exemplo disso está nessa fala do protagonista da série, que propõe uma radical reestruturação econômica, transformando a indústria bélica em uma indústria espacial: “Já nâo é segredo que as guerras e as atividades armamentistas são responsáveis por boa parte do bem-estar material dos povos. Isto pode parecer cínico, mas não passa duma constatação objetiva. Por isso devemos continuar a guiar nossa atuação por esse princípio consagrado, com a única diferença de que nossos esforços não mais serão dirigidos aos preparativos para a guerra, mas a um objetivo inteiramente diferente: a frota espacial. A economia mundial pode beneficiar-se com um empreendimento desse tipo. Novas indústrias surgirão, todos os homens encontrarão trabalho. Será necessário criar fábricas e usinas, e teremos de encontrar meios de produzir matérias-primas e peças até então desconhecidas. É aí que residem as vantagens de natureza puramente econômica.” Ainda mais explícita, nesse sentido, é a formulação de que a humanidade só poderá sobreviver se abandonar suas tacanhas concepções patrióticas, que insistem em dividir o mundo em várias facções antagônicas: “Qualquer homem que se deixasse envolver por motivos nacionalistas, mesmo que só em pensamento, seria um criminoso perante a humanidade. A tolice de um único homem pode abalar a união que finalmente foi alcançada. De qualquer maneira alguns decênios se passarão antes que toda a desconfiança seja eliminada.” Uma bela surpresa que tive nesse episódio foi uma primeira formulação de ordem espiritual, que na história foi proferida pelo arcônida Crest: “— Nas últimas semanas fiquei pensando muito sobre se o universo é governado pelo acaso ou pelo destino — disse em tom tranquilo. — Quase chego a dar a primazia ao destino. Como não deve ser imenso e inconcebível o ser que move os fios...” E viva Perry Rhodan! https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/03/perry-rhodan-invasao-espacial-p007.html

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    Walter Ernsting

    Ao entrar no colegial (segundo grau) e após o começo da segunda guerra mundial Walter Ernsting foi convocado para o exército. Seu primeiro Posto foi na Noruega, mais tarde passou para a União Soviética, aonde foi capturado. Após sua liberação do cárcere, ele trabalhou em 1952 para as autoridades britânicas como um tradutor. Durante esta atividade entrou em contato com as revistas de ficção cientifica americanas. No ano de 1954 Ernsting trabalhou na editora Pabel, onde trabalhava na série Utopia como editor e tradutor. A ênfase dos livros era para autores da língua inglesa. Em 1981 Ernsting, que vivia na Baviera e Áustria, mudou-se para a Irlanda, retornou entretanto mais tarde por razões da saúde outra vez, e a fim viver na proximidade de seu filho em Salzburgo.

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    Walter Ernsting