El Señor Presidente -

    Miguel Ángel Asturias

    Alfaguara
    2020
    520 páginas
    17h 20m
    ISBN-13: 9788420454436
    Espanhol

    Escrita entre 1920 y 1933 y publicada en 1946, El señor presidente es uno de los máximos exponentes de la llamada «novela del dictador» en la que se encuadran otras obras fundamentales como Yo el Supremo, de Roa Bastos, Tirano Banderas, de Valle-Inclán, El otoño del patriarca, de Gabriel García Márquez, o más recientemente, La Fiesta del Chivo, de Mario Vargas Llosa. En ella, Asturias se inspira en el último gobierno de Manuel Estrada Cabrera, en Guatemala, para explorar los mecanismos que hacen funcionar una dictadura política, así como sus efectos en la sociedad. Narrada desde distintos puntos de vista que van conformando de manera indirecta la figura del Presidente, esta novela es uno de los antecedentes más notables del boom latinoamericano y del realismo mágico, cuyo máximo exponente es García Márquez. Su declarada condena de las injusticias y la tiranía le valió ser censurada y prohibida durante trece años, mientras que, en contraposición, su riqueza estilística y la originalidad de su estructura narrativa la convirtieron en una de las novelas que más influyeron en toda una generación de autores de América Latina.

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    Janaína Edwiges   picture
    Janaína Edwiges 02/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Um inocente de mal com o governo está pior do que se fosse culpado"

    O Senhor Presidente, do escritor guatemalteco Miguel Ángel Asturias, foi inspirado no governo do ditador Manuel José Estrada Cabrera, presidente da Guatemala no período de 1898 e 1920, que marcou a infância e adolescência do escritor. Tendo como ponto de partida o assassinato de um militar próximo ao presidente, o livro reconstrói o funcionamento de uma sociedade totalmente subjugada ao autoritarismo. A história é permeada de prisões e eliminações de opositores políticos, abusos de autoridades, violência, confissões admitidas por meio de torturas, acusações e denúncias injustas, espionagens, emboscadas e corrupção, além de expor as desigualdades sociais criadas e perpetuadas neste sistema. Uma cena do livro me chamou muita atenção, sobre um fuzilamento, em que uma das personagens questiona como aquilo poderia acontecer, como poderia ser feito “por pessoas com “a mesma cor de pele, com o mesmo sotaque da voz, a mesma maneira de ver, de ouvir, de deitar, de levantar, de amar, de lavar o rosto, de comer, de rir, de andar, com as mesmas crenças e as mesmas dúvidas”” da vítima. Essa observação me fez refletir sobre as pessoas aparentemente comuns, que são capazes de empreender ações tão cruéis e violentas nos regimes autoritários. Um pequeno detalhe: o Auditor de Guerra, responsável pela condução de tantas atrocidades, também toca harmônio na igreja. A “”bondade e amor ao próximo”” dos cristãos é algo que nos impressiona tanto não é mesmo? Recomendo bastante a leitura deste livro, especialmente porque a narrativa é tão próxima do Brasil e de outros países latino-americanos, que têm histórias tristemente marcadas pela presença de ditaduras.

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