Blind Owl -

    Sadegh Hedayat

    Penguin Classics
    2022
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9780143136583

    As inscrutable as it is universal, Blind Owl is the seminal work of Persian modernism, and one of the great novels of the twentieth century. Blind Owl, Sadeq Hedayat's masterpiece, tells the story of a young pen-case painter and his heartbreak. Isolated and alone, he mourns the loss of a mysterious love while descending into recollections and dreams frosted over by opium and alcohol, and imbued with the images he paints: an old man, a cypress tree, a beautiful woman, a waterlily. In stark, lyrical terms, the puzzle of the pen-case painter's grief is slowly unveiled ...

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    Marcos Augusto09/03/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Publicado em 1930, marco do modernismo iraniano, "A Coruja Cega" é um romance fragmentado, simbólico e alucinógeno escrito do ponto de vista de um narrador não confiável, que desce ao abuso de substâncias e ao declínio mental e físico por causa de seu desejo não realizado. É também uma crítica à prática islâmica tradicional tanto que foi proibido no Irã, apesar de ser amplamente considerado uma obra-prima. Com uma estrutura de duas partes. A primeira é uma narrativa densa e onírica contada por um narrador sem nome, que se descreve como tendo escapado para além dos limites da cidade, para a solidão grave de seu quarto semelhante a um caixão. Para "matar o tempo", ele pinta as capas de estojos de caneta, reproduzindo obsessivamente a mesma cena todas as vezes. Um dia, ele vê através de uma saída de ar na parede um quadro maravilhoso, mas estranhamente familiar: a mesma cena que ele vem pintando repetidamente, exceto que agora os lírios são pretos. O vislumbre visionário que o narrador tem dessa mulher o exalta e o inspira ao resolver instantaneamente “enigmas teológicos”. A segunda parte constitui uma descrição obscura também em primeira pessoa dos estágios da doença febril de um homem e seu casamento infeliz com uma mulher. Durante todo o texto Hedayat faz uso de imagens que constantemente reaparecem, essas associações entre as imagens estabelece um sentimento que insinua a dialética da dissolução e regeneração. Assim o autor identifica a essência de estar vivo como uma compulsão à repetição. É um livro perturbador e contém cenas bastante forte, prepare-se se for ler.

    6 curtidas

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