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    El cuarto Arcano - El cuarto arcano #1

    Florencia Bonelli

    Esencia
    2022
    592 páginas
    19h 44m
    ISBN-10: 8408261274
    Espanhol
    4.6
    131 avaliações
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    Una inolvidable historia de amor, espionaje e intriga. En 1806, las colonias españolas en América inician diferentes procesos revolucionarios para independizarse de la Corona de España, y Buenos Aires será una de las primeras en materializar el sueño de la independencia. Roger Blackraven es un rico hombre de negocios británico cuyo especial interés radica en Buenos Aires, donde es amo y señor de tierras y personas. De carácter dominante, es temido por cuantos lo rodean. Melody Maguire es una joven criolla de padre irlandés, el cual huyó de su tierra natal para evitar ser ajusticiado por las autoridades inglesas. Cuando las vidas de Roger y de Melody se crucen, cambiarán para siempre. La portentosa fuerza narrativa de Florencia Bonelli nos ofrece una historia inolvidable que enamorará a miles de lectores.

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    Tícia  picture
    Tícia 06/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha postada originalmente no blog http://natadosromances.blogspot.com.br/2013/02/o-quarto-arcano-o-anjo-negro-florencia.html#comment-form

    Eu me sinto no dever de fazer uma observação antes de iniciar esta resenha: se eu soar levemente histérica ou surtar de forma meio descabida... releve, por gentileza. Acredito que estou desenvolvendo uma pequena obsessão por Roger – o mocinho – e isso não é muito bom já que, enquanto eu lia esse livro, compararam minha cara com a do “Jack, o iluminado”. Portanto, sejam solidários e deem um desconto para essa criatura que vos escreve. A minha relação com O quarto arcano: o Anjo negro é uma graça. Ou uma desgraça, dependendo da forma como se analisa a situação. Explico. Conheci este romance através de uma amiga do Skoob, a Carla. Ela falou tão bem da história que eu, dona de uma curiosidade que desconhece a serenidade e o bom senso, imediatamente elegi o dito cujo como o próximo furador-de-pilha-de-livros. No entanto, qual não foi a tragédia de proporções shakespearianas quando descobri que O quarto arcano: o Anjo negro só foi publicado em Portugal? !!! Lá longe! É claro que depois de visualizar uma cena envolvendo eu, Carla e criativas torturas medievais, milhares de cifrõezinhos, fretes e IOFs dispendiosos começaram a dançar uma ultrajante conga-conga bem na minha frente. E no meio dessa cachorrada toda, entendi que não ia rolar. Ou eu comia, ou eu comprava o livro. Meu estômago venceu. Mas eis que surge a Flaveth... E junto com ela, toda a sua generosidade e compaixão por essa alma atormentada que queria tanto ler esta história. E Flá disse as três palavrinhas mais poéticas da minha vida: “Eu. Te. Empresto”. Obviamente, minha cara de pau e eu não fizemos cerimônia e... adivinha? Dias atrás, chega esse chuchuzinho em minhas mãos.  E, enfim, li o livro.  Ainda não me refiz. Imagina um romance ambientando na Buenos Aires do primeiro oitocentos, que conta a história de amor entre uma mocinha defensora dos negros e um mocinho dono de escravos? Agora, acrescente a isso um amor intenso, apaixonado, eu babando, obsessivo, possessivo, compulsivo, mais baba, ciumento, arrebatador, louco, alguém traz um balde, passional e tempestuoso. Estes são Isaura “Melody” Maguire e Roger Blackraven. Compreende minha taquicardia? E para falar desse romance, pedi ajuda para a Flaveth. Vocês devem conhecê-la por sua resenha do livro Cavalo de Fogo, também da Florencia Bonelli, aqui no blog. De olho no seu diário de leitura - que eu acompanhava no Skoob - nem pestanejei: manda cá, Flá! É nóis! Portanto, aí estão duas visões de O quarto arcano: o Anjo negro: a de uma lady, repleta de comentários fofos (Flaveth) e a de uma criatura esculachada, que precisa aprender o significado da palavra “comportada” (eu). ---------------------------------------------------------------------- Diário de bordo de Flaveth CENÁRIO DA HISTÓRIA: Buenos Aires, início do séc. XIX, em uma época quando processos revolucionários espalham-se por várias colônias espanholas da América, inclusive a bela Buenos Aires. PERSONAGENS: a) ROGER: O nosso mocinho é um inglês, mulherengo, dono de escravos, entretanto, também é bondoso, compreensivo, justo e mega-ultra-hiper-super apaixonado!!! b) MELODY/ISAURA: É tratada por dois nomes, pois sua mãe colocou seu nome de Isaura e seu pai a chamava por Melody por ter uma voz linda. Forte, guerreira, inteligente, corajosa é uma mocinha diferente e, portanto uma fonte inesgotável de surpresas c) FOUCHÉ: Importante ministro da polícia do império, responde diretamente a Bonaparte d) La Cobra: O assassino mais mortal da Europa, contratado por Fouché pra encontrar ‘Escorpião negro’. e) ESCOPIÃO NEGRO: O espião mais hábil e imprevisível e quem Fouché procura desesperadamente. A CENA MAIS BONITA: Quando Melody está muito machucada (não posso dizer o porquê, né?) e o Roger faz muito esforço pra não chorar quando esta dando banho e cuidando dela com tanto carinho e amor. Muito lindo! UM DESTAQUE: Para a história de amor lindamente descrita entre o negro Servando e a branca Elisea. Gente, que moça arretada de boa! E que negro mais atrevido! Rsss OPINIÃO: Um livro que tem que ir para uma categoria especial. Por quê? Porque cinco estrelas é muito pouco para o que a Florencia faz em 544 páginas. Ela descreve uma estória de amor lindíssima, em um cenário histórico profundamente pesquisado e ainda com uma mocinha que luta pelos direitos dos negros tão sofridos. É mole? Ou quer mais? Ela é fera no que faz! E como é que essa autora consegue colocar tudo isso em um livro só e amarra tudo muito bem? Construção de personagens tão bem feitos e como eu destaquei abaixo, desenhado, com tanta delicadeza e cuidado que chega a emocionar. Tantas singelezas me fizeram viajar no mar de palavras e papel. Por isso, eu o chamo de “O livrão”, não só pelo tamanho, mas também pelo conteúdo, que merece um lugar especial na estante e no coração de toda amante de um bom romance histórico. ---------------------------------------------------------------------- Como você pôde ver, uma história como poucas. É realmente “O Livrão”, com ênfase no artigo definido. Assim como a Flá, experimentei tantas emoções extremas que, em alguns momentos, tive de dar uma pausa e pensar em coisas como Teletubbies pra minha cabeça ficar off-line. Mas o pior é que, com um enredo tão viciante, fica difícil se desprender da leitura. Apelei tanto pro “só mais cinco paginazinhas” que o resultado, no dia seguinte, foi uma cara de zumbi atropelado. Nem três quilos de maquiagem disfarçaram o estrago. Eu ainda teria algumas coisas a acrescentar ao que a Flá já falou sobre O quarto arcano: o Anjo negro, mas como sei que o negócio ia render e você não tem o dia todo para ler essa resenha, resolvi (tentar) ser sucinta e só separar alguns topicozinhos. Coisa bem pouca. => Os mocinhos: perfeitos. Isaura foi um show à parte e Roger... Bem, como sei que qualquer comentário que eu fizer será censurado, compartilho as palavras de outra amiga do Skoob, a Sueli Jansen, que resume perfeitamente minha opinião: “O que fazer depois de Roger Blackraven? (...) ele é um daqueles personagens que nos deixam aniquilados depois que se despedem de nós”. Depois de matutar bastante, creio que achei a única solução: continuarei lendo a série Mortal da Nora porque o Roarke, sem dúvida, é o tatatatataraneto do Roger. => Personagens: bem estruturados e desenvolvidos, mas são tantos que você se embola. Isso foi uma dificuldade pra mim porque se eu mal consigo arquivar o que fiz 3 minutos antes, imagina lembrar de todo mundo? No final das contas, eu estava chamando todo mundo de Zé. => História X ficção: para construir o enredo, Florencia uniu fatos históricos e ficção. É interessantíssima essa “releitura”, mas em alguns momentos ficava meio cansativo. Eu tinha de me segurar pra não ir direto para as cenas do Roger e da Isaura. Sabe como é... tinha de alimentar minha obsessão pelo mocinho. Mas não se desanime porque essas partes são muito bem escritas e, além do mais, você sempre terá a opção de utilizar o método "lê um parágrafo, pula dois”. => Escravidão: sem dúvida, essa foi a temática que mais me rendeu revolta, choro, raiva e compaixão. Florência não mascarou nada, ela expôs de forma bastante crua a vida dos negros perante a realidade dantesca. Enquanto lia essas partes, eu me lembrei de alguns versos do Navio Negreiro de Castro Alves: “Ontem a Serra Leoa, A guerra, a caça ao leão, O sono dormido à toa Sob as tendas d'amplidão! (...) Ontem plena liberdade, A vontade por poder... Hoje... cúm'lo de maldade, Nem são livres p'ra morrer. . Prende-os a mesma corrente — Férrea, lúgubre serpente — Nas roscas da escravidão.” Já se imaginou sendo tirado à força da vida que você leva agora, deixando para trás sua liberdade, sonhos e família? E quando se dá conta, é tratado pior do que um animal a ponto de não se considerar mais gente? É... foi por aí. => Suspense/espionagem: para mim, esse negócio de La Cobra (coqueluche dos matadores de aluguel) e Escorpião Negro (espião inglês bambambã) foi indiferente porque não me ligo muito nesse estilo Tom Clancy. A inclusão de ambos na história tem a ver com o processo revolucionário pelo qual o mundo passava e etc. e essa questão só será resolvida láááá na frente. => Romances: além da história retumbante de Roger e Isaura, temos alguns romances paralelos e cut cut, protagonizados por personagens secundários. Mas como a Flá disse, o mais comovente dentre estes é a do escravo Servando e da branca Elisea. É de chorar, acredite. => O final: a história acaba de um jeito tão “como assim?” que, por pouco, não soltei um sonoro e histérico “Colé?!”. A última cena envolvendo a Melody me fez chorar horrores. Enquanto a Flá elegantemente usou lenços, eu já estava arruinando a minha blusa e fungando tão discretamente quanto uma britadeira. Mas por que o final tão em aberto? Hum??? Simples, pra ter tem continuação, O quarto arcano: porto das tormentas. Cruel, não? Entretanto, antes que eu novamente me angustiasse e entrasse em conflito com os cifrõezinhos, fretes e IOFs, imagine quem apartou a briga? Flaveth, de novo. Ela me emprestou o segundo livro antes de ler. Acredita? Nem eu. E eu li. Tudinho. De cabo a rabo. Em tempo recorde. Saltitante. De novo não me refiz. O quarto arcano é o tipo da história que entra no seu imaginário pra ficar. Acredito que seja impossível fechar o livro e seguir adiante. Como também disse Sueli: “O difícil é despedir-se dele”. Roger, Melody e todos os outros personagens continuam ecoando e o sentimento de saudade permanece. Daí, a única coisa que digo é: O que fazer depois de Quarto Arcano? Recomendo? Nem preciso falar... ; )

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