Rebentar - Nova versão

    Rafael Gallo

    Record
    2023
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9786555877670
    Português Brasileiro

    A busca de uma mãe por seu filho desaparecido chega ao fim. E agora ela precisa se reconstruir. O corajoso e emocionante Rebentar, de Rafael Gallo, foi vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2016 e ganha nova versão. Rebentar conta a história de Ângela, uma mãe cujo filho desapareceu aos 5 anos de idade e jamais foi encontrado. Desde então, ela passa a viver em função da procura por Felipe: parou de trabalhar, juntou-se a instituições de busca por crianças desaparecidas, rompeu relações, não teve outros filhos e viveu um luto particular — “alguém que não é reencontrado nunca se perde em definitivo.” Mas, depois de trinta anos sem resultado, Ângela renuncia à busca, e a narrativa parte do momento em que sua decisão é anunciada. A protagonista, convivendo com os sentimentos de culpa, desamparo e dor causados por essa ausência que, agora, é definitiva, precisará desintegrar a própria casa, literal e metafórica, para reconstruí-la por dentro. Publicado pela primeira vez em 2016, Rebentar ganha agora uma nova versão. Não se trata apenas de uma nova edição; nas palavras de Rafael Gallo, “este é um novo tratamento da história. O que faz dela, em algum grau, uma nova história”. Sensível e arrebatadora, a escrita de Rafael Gallo se reencontra consigo mesma para entregar desfecho e descanso definitivos à dolorosa trajetória de Ângela. Para João Anzanello Carrascoza, que assina a orelha da nova versão: “A vida, como o mar e suas ondas, vaza das margens de Rebentar – bela e dolorida história que rebate, em nós, as águas da compaixão.”

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    Weslei Salgado28/11/2022Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Duas estrelas é regular no Skoob mas na verdade faltou muito pra isso.

    Esse livro sofre exatamente do mesmo problema do tijolo/bomba UM DEFEITO DE COR. Ali pelo menos era uma escritora negra, usando a voz de uma escrava. OK dá pra tentar emular. Aqui é um escritor homem de 30 e poucos anos usando a voz de uma mulher de 50 e poucos anos que perdeu o filho há 30 anos e olha, algumas partes me constrangeram de tão pedantes e sem identidade. O autor em momento nenhum conseguiu ter veracidade ou me convencer da voz e do sofrimento de Ângela, vide a história ser em primeira pessoa. Simplesmente não estava lá pra mim, e não sabia o que era pior, as cenas e diálogos de novela das seis ou os monólogos da protagonista que eram infindáveis e descrentes para mim. Parecia um texto lido pelo google talk, igual foi com UM DEFEITO DE COR. E curioso, o escritor ganhou alguns prêmios e eu estou (oi?!). Se eu fizesse uma lista de piores do ano, com certeza esse livro estaria nela. Quase 400 páginas que não acabavam.

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