Soldados de Salamina -

    Javier Cercas

    Debolsillo
    2016
    222 páginas
    7h 24m
    ISBN-13: 9788466329378
    Espanhol

    A finales de enero de 1939, apenas dos meses antes del final de la guerra civil, un grupo de prisioneros franquistas es fusilado cerca la frontera francesa por soldados republicanos que huyen hacia el exilio. Entre esos prisioneros se halla Rafael Sánchez Mazas, fundador e ideólogo de la Falange, poeta y futuro ministro de Franco, quien consigue milagrosamente escapar y ocultarse en el bosque mientras los republicanos lo persiguen; hasta que un soldado lo descubre, lo encañona y, mirándolo a los ojos, le perdona la vida.Sesenta años más tarde, un novelista fracasado descubre por azar este enterrado episodio bélico y, fascinado por él, emprende una investigación para aclarar sus circunstancias y desentrañar su significado. ¿Quién era de verdad Rafael Sánchez Mazas? ¿Cuál fue su verdadera peripecia de guerra? ¿Quién fue el soldado que le dejó escapar? ¿Y por qué lo hizo? ¿Qué secreto escondía su mirada?

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    Alexandre Figueiredo11/01/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A arte de tornar o passado presente

    Um romance político que exige um leitor atento. Assim defino "Soldados de Salamina", livro dotado de uma narrativa eloquente e ágil. Javier Cercas parte de uma premissa instigante: o que leva alguém numa guerra a deixar de matar o inimigo? É a partir desse ponto que somos convidados a uma busca por respostas através de uma voz narrativa que conduz com competência nossos movimentos, pensamentos e elucubrações. Cercas está interessado, assim como seu compatriota Javier Marías, em refletir sobre a difícil distinção entre realidade e imaginação. E, assim como nosso João Ubaldo, que dedicou um épico esforço para construir sua obra-prima, "Viva o povo brasileiro", Cercas questiona a importância daquilo que é reportado ou ensinado como história e o que podemos realmente chamar de verdade. E a pergunta do autor é clara nesse sentido: o que faz de alguém um herói, ainda mais numa guerra? Cercas deixa algumas pistas como respostas nas linhas de algumas personagens. Mas o livro está muito além da política, pois o autor propõe uma meditação sobre a linguagem. Cercas testa estilisticamente o texto com o leitor. Há um livro dentro do livro. Há uma mescla, em determinados momentos, de reportagem e ficção, tornando-se uma espécie de thriller político, uma “narrativa real”. Nosso narrador, em uma das três partes, chama-se Javier Cercas e personagens reais são inseridos a favor da ficção, como o fascista espanhol Rafael Sánchez Mazas e até o escritor chileno Roberto Bolaño. São os jogos que movimentam a trama (e nossos olhos). O terço final é uma espécie de recompensa aos leitores. Afinal, ao chegarmos na última página da narrativa semi-ficcional de Cercas, concluímos o que minha epígrafe preferida profetizou para a eternidade, que "O segredo da Verdade é o seguinte: não existem fatos, só existem histórias." E Cercas entendeu muito bem isso.

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