Las cosas que perdimos en el fuego -

    Mariana Enríquez

    Editorial Anagrama
    2016
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9786075574561
    Espanhol

    El mundo de Mariana Enríquez no tiene por qué ser el nuestro, y, sin embargo, lo termina siendo. Bastan pocas frases para pisarlo, respirarlo y no olvidarlo gracias a una viveza emocional insólita. Con la cotidianidad hecha pesadilla, el lector se despierta abatido, perturbado por historias e imágenes que jamás conseguirá sacarse de la cabeza. Las autodenominadas «mujeres ardientes», que protestan contra una forma extrema de violencia doméstica que se ha vuelto viral; una estudiante que se arranca las uñas y las pestañas, y otra que intenta ayudarla; los años de apagones dictados por el gobierno durante los cuales se intoxican tres amigas que lo serán hasta que la muerte las separe; el famoso asesino en serie llamado Petiso Orejudo, que sólo tenía nueve años; hikikomori, magia negra, los celos, el desamor, supersticiones rurales, edificios abandonados o encantados... En estos doce cuentos el lector se ve obligado a olvidarse de sí mismo para seguir las peripecias e investigaciones de cuerpos que desaparecen o bien reaparecen en el momento menos esperado. Ya sea una trabajadora social, una policía o un guía turístico, los protagonistas luchan por apadrinar a seres socialmente invisibles, indagando así en el peso de la culpa, la compasión, la crueldad, las dificultades de la convivencia, y en un terror tan hondo como verosímil. Mariana Enríquez es una de las narradoras más valientes y sorprendentes del siglo XXI, no sólo de la nueva literatura argentina a cargo de escritores nacidos durante la dictadura sino de la literatura de cualquier país o lengua. Mariana Enríquez transforma géneros literarios en recursos narrativos, desde la novela negra hasta el realismo sucio, pasando por el terror, la crónica y el humor, y ahonda con dolor y belleza en las raíces, las llamas y las tinieblas de toda existencia. «El terror, en los cuentos de Mariana Enriquez, se desliza como un jadeo de agua negra sobre baldosas al sol. Como algo imposible que, sin embargo, podría suceder» (Leila Guerriero). «Su escritura es tan auténtica y perspicaz que consigue evocar una realidad más vívida que la que nos rodea. Todo ello, resultado de su destreza y meticulosidad. La prueba de que nos hallamos ante una escritora de primera clase» (Daniel Gumbiner, McSweeney’s).

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    Tatianne Dantas picture
    Tatianne Dantas11/09/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Os contos desse livro se encaixam perfeitamente no que Freud chamou de "Unheimlich", o estranho que inquieta por ter algo de muito familiar. A sensação de medo que tive ao ler o que Mariana escreveu foi essa, de algum medo muito primário, infantil até - mas não são essas as sensações mais assustadoras? São pequenas histórias independentes entre si mas que guardam muitas semelhanças e algumas obsessões da autora: casas assombradas, crianças deformadas, lugares insalubres, corpos magros e desnutridos, loucura. Como todo bom livro pode ser lido com várias chaves e, além do terror, destacaria a política. Li em algum lugar que os contos de Mariana trazem à tona uma Argentina diferente da que estamos acostumadas a ver nos escritores mais conhecidos e tive também essa sensação. Ela escolheu lugares fora dos grandes centros para ambientar suas histórias e traz dentro da sua escrita todo o peso de esquecimento social que esses cantos carregam. Meus contos favoritos: A casa de Adela, O quintal do vizinho, Sob a água negra e o conto que dá origem ao nome do livro, As coisas que perdemos no fogo - um conto doído mas interessantíssimo para pensar o feminicídio. Aliás, a maioria dos contos traz personagens mulheres como protagonistas e a violência presente nos papéis que elas ocupam também é uma chave de leitura para ser levada em conta. Sem condescendência e sem transformar essa violência em fetiche como é o caso de outras narrativas. Os primeiros contos me lembraram um pouco o Cortázar na estranheza dos finais principalmente. Eles acabam literalmente do nada e com aquele gostinho de tem muita coisa por trás aí que eu vou precisar pensar bastante para começar a entender. Mas do meio pro fim as pequenas obsessões que falei anteriormente ganham um corpo que, pelo menos a meu ver, carregam uma assinatura muito própria da Mariana.

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