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    Un lugar soleado para gente sombría (Narrativas hispánicas) -

    Mariana Enríquez

    Editorial Anagrama
    2024
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788433922861
    Espanhol
    4
    49 avaliações
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    Mariana Enriquez regresa al cuento con doce historias de horror. Doce relatos sobre el mal que acecha y la presencia de lo monstruoso. Quien ose adentrarse en las páginas de este libro sentirá un escalofrío recorriéndole la espina dorsal, y algunas cosas más. Son doce cuentos de horror, doce relatos sobre el horror: sobre el mal que acecha y los monstruos que surgen de pronto en la realidad más cotidiana, en grandes urbes o pequeños pueblos recónditos. En uno de los cuentos, una mujer mantiene a raya a los fantasmas que andan sueltos por un barrio periférico de Buenos Aires; entre ellos, los de su madre muerta de una dolorosa enfermedad, los de unas adolescentes asesinadas en la calle, el de un ladrón pillado en pleno robo y el de un chico que huía de un secuestro exprés. En otra historia, una pareja alquila una casa para unas vacaciones en un pueblo que ha ido perdiendo habitantes desde que el tren dejó de pasar; visitan en la estación abandonada la exposición de los perturbadores lienzos de un artista local, pero lo verdaderamente aterrador será conocer al autor de esas pinturas. En otra pieza, los voluntarios de una ONG que reparte comida por barrios marginales son perseguidos por unos niños de pavorosos ojos negros. En otra, una periodista que investiga la historia de una chica desaparecida en un hotel en Los Ángeles, cuyas espeluznantes imágenes recorrieron internet, acaba enfrentándose a otra leyenda de la ciudad… Después de su monumental y aclamada novela Nuestra parte de noche, Mariana Enriquez vuelve al relato y demuestra que sigue en plena forma como gran continuadora y renovadora del género de terror, al que ha llevado a las más altas cotas literarias. Partiendo de la tradición −desde las novelas góticas hasta Stephen King y Thomas Ligotti−, la escritora explora nuevos caminos, nuevas dimensiones. «Leer a Enriquez es una experiencia dura, emocionante. Sus historias no son tranquilizantes. Es una maestra de lo macabro que no apela a emociones baratas, sino que cada pequeño detalle de oscuridad está allí por una razón y cada una de sus historias contiene una carga política» (Anne Meadows, Granta). «Su escritura es tan auténtica y perspicaz que consigue evocar una realidad más vívida que la que nos rodea. La prueba de que nos hallamos ante una escritora de primera clase» (Daniel Gumbiner, McSweeney’s). «Mariana Enriquez muestra todo y lo muestra con morbo. Ilumina con luz intermitente de velas las zonas más oscuras de la literatura argentina» (Violeta Gorodischer, La Nación). «Una narradora oscura, minuciosa, terrible y cautivadora» (Javier Calvo). «El terror, en los cuentos de Mariana Enriquez, se desliza como un jadeo de agua negra sobre baldosas al sol. Como algo imposible que, sin embargo, podría suceder» (Leila Guerriero). «Mariana Enriquez es una escritora fascinante que exige ser leída. Su ficción nos impacta con la fuerza de un tren de mercancías» (Dave Eggers).

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    Resenhas (14)Ver mais
    Ana Caroline picture
    Ana Caroline06/07/2026Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Realismo mágico

    Mais uma vez, a escritora entrega 12 contos que deixam aquele gostinho de quero mais. Sua obra é perfeita para quem aprecia terror literário, suspense psicológico e histórias que provocam tanto desconforto quanto fascínio. Sem dúvidas, meu conto preferido foi justamente o que dá nome ao livro. Como já é característico de Mariana Enríquez, ela também faz inúmeras referências aos santos populares da Argentina, misturando ficção e realidade de uma forma que venho adorando cada vez mais. Assim como em seus outros livros, os contos transitam entre o terror, o sobrenatural e o cotidiano, mostrando que os verdadeiros monstros muitas vezes nascem das desigualdades, da violência e dos traumas humanos. Ambientadas principalmente na Argentina, as histórias apresentam personagens marcados por perdas, obsessões e feridas que parecem nunca cicatrizar. A autora também não abre mão de suas críticas sociais, inserindo reflexões sobre memória, morte e marginalização de maneira orgânica ao longo das narrativas. O horror se infiltra na realidade como se sempre tivesse estado ali, escondido nos cantos mais escuros da vida. Mariana Enríquez trabalha um realismo mágico sombrio de forma brilhante. Fantasmas, maldições, casas estranhas e acontecimentos inexplicáveis não existem apenas para assustar. Eles funcionam como uma extensão das dores humanas, revelando traumas, desigualdades, violência, abandono e a memória de um país que ainda convive com suas próprias feridas. Em muitos momentos, tive a sensação de que o elemento fantástico era a parte mais fácil de aceitar, porque a verdadeira brutalidade está na realidade que cerca aqueles personagens.

    7 curtidas

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    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas59%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Mariana Enríquez profile picture

    Mariana Enríquez

    Mariana Enríquez (Buenos Aires, 1973) é uma escritora e jornalista argentina. Considerada uma das integrantes da "nova narrativa argentina", destaca-se no gênero Horror, fortemente relacionado a questões políticas mescladas ao Sobrenatural. Pode-se afirmar, com segurança, que Mariana Enriquez é um dos principais nomes da literatura de Horror atual. Como Contista, a argentina já havia assombrado e fascinado leitores de todo o mundo com a coletânea "As Coisas Que Perdemos No Fogo", publicada em 25 países – no Brasil, a obra chegou em 2016. Outro conjunto de narrativas breves de sua autoria, intitulado "Los Peligros de Fumar en la Cama (publicado originalmente em 2009 na Argentina – e em 2023, no Brasil, intitulado "Os Perigos de Fumar Na Cama"), teve grande repercussão em países anglófonos – soma-se a isso o fato de a tradução dessa coletânea para o inglês realizada por Megan McDowell ter sido finalista do prestigiado International Booker Prize. Com o Romance "Nossa Parte de Noite", publicado em 2019 na Argentina e na Espanha, e em 2021, no Brasil, a recepção ao trabalho de Enriquez atinge um novo patamar. Sua obra vem gozando de enorme sucesso de crítica – êxito sustentado pela conquista de importantes prêmios internacionais, como o 'Herralde', da Espanha, – e de público, figurando em inúmeras listas de "Melhores Leituras do Ano" de suplementos literários e de outros veículos especializados. "Nossa Parte de Noite" relata a luta de um médium, Juan, para salvar Gaspar, seu filho, de um terrível destino envolvendo uma sociedade secreta, a Ordem. É uma história de estrutura ambiciosa e não linear, com núcleos que ora avançam, ora recuam no tempo, e de proporções monumentais, com mais de 500 páginas. Trata-se, sobretudo, de um grande Romance de Horror: as quatro partes que o compõem dialogam, cada uma, com diferentes correntes do gênero. E a escrita apresenta a intencionalidade que caracteriza a Ficção do arrepio, sendo permeada por imagens memoráveis e assustadoras. A expressão do Sobrenatural em Enriquez também carrega uma singularidade: a de se afastar de vertentes comumente associadas à Ficção argentina, como o Neofantástico, termo criado pelo pesquisador Jayme Alazraki para designar um tipo de narrativa que subverte o real discreta e lentamente, em um procedimento diverso da súbita ruptura muitas vezes encontrada em obras do Fantástico oitocentista. Nos Contos e no Romance da autora, essa ruptura ocorre e volta a tornar-se agente do assombro. Mas não só: contribuem para o Horror uma escrita hipnótica, a minuciosa construção de personagens e um poderoso subtexto social, relacionando Poder e Ocultismo. Entrevista: file:///D:/Downloads/193430-Texto%20do%20artigo-533648-1-10-20211221.pdf

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