Winner of the 1999 Pulitzer Prize and Pen Faulkner prize. Made into an Oscar-winning film, ‘The Hours’ is a daring and deeply affecting novel inspired by the life and work of Virginia Woolf. In 1920s London, Virginia Woolf is fighting against her rebellious spirit as she attempts to make a start on her new novel. A young wife and mother, broiling in a suburb of 1940s Los Angeles, yearns to escape and read her precious copy of ‘Mrs Dalloway’. And Clarissa Vaughan steps out of her smart Greenwich village apartment in 1990s New York to buy flowers for a party she is hosting for a dying friend. Moving effortlessly across the decades and between England and America, this exquisite novel intertwines the stories of three unforgettable women.
The Hours -
Michael Cunningham
Emocionante e reflexivo
Eu adoro este livro. Li antes do filme ser produzido, e gostei muito da fiel adaptação cinematográfica um caso raro em que pode-se dizer que o filme é tão bom quanto o livro. Com certeza ele será mais apreciado depois da leitura de Mrs. Dalloway, por muitos considerado a obra prima de Virginia Woof. O que mais me impressiona é a engenhosidade com que as três histórias são conduzidas, de um dia decisivo na vida de três mulheres em épocas diferentes: - As três estão ocupadas com preparativos de uma recepção: Virginia vai receber a visita da irmã e sobrinhos para o chá; Laura vai preparar um bolo de aniversário para o marido; Clarissa vai homenagear Richard pelo prêmio literário recebido com um jantar. - As três mulheres têm receito de falhar nessas tarefas, e soma-se a isso um sentimento de fuga e inadequação com a situação atual que vivem: Virginia questiona sua literatura; Laura sua vida familiar; Clarissa também questiona seu relacionamento com sua companheira e com sua filha. - As três recebem visitas inesperadas, que de certa forma ajudam a deflagrar as crises, aparentemente por um motivo banal... Além, é claro, da onipresença de Virginia Woolf nas três histórias. Não concordo com outras resenhas que disseram ser este livro de difícil entendimento. Complexo sim, mas complicado não. Ainda mais que cada capítulo alternadamente corresponde a uma história, sempre nomeado pela protagonista em questão. Nesse ponto alias, o livro tem o entendimento mais fácil do que o filme, com suas idas e voltas no tempo. Me admirou a quantidade de leitores aqui no skoob que abandonaram a leitura, ainda mais de um livro pequeno, no sentido de poucas páginas! Será o tom reflexivo e intimista da narrativa? Sua melancolia? Os questionamentos da vida, dos momentos perdidos, dos relacionamentos em geral? Ou ainda os temas, pesados sem dúvida suicídios, abandono do lar, perda? Pois foram exatamente essas reflexões e impressões que mais me comoveram. Não sei não, mas acho que as pessoas estão mal acostumadas com o descartável, com o consumo fácil, que não leva a nenhuma reflexão, e tudo o que sai dessa linha é considerado difícil e deprimente. Uma pena. Sorte dos privilegiados que conseguem se comover e enxergar a beleza desse livro emocionante.
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