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    A MARCHA DE RADETZKY -

    Joseph Roth

    Lebooks Editora
    2021
    412 páginas
    13h 44m
    ISBN-13: 9786558940104
    Português Brasileiro
    4.2
    60 avaliações
    Leram66Lendo6Querem188Relendo1Abandonos2Resenhas11
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    Joseph Roth, (1894 - 1939), foi um jornalista e romancista nascido em Brody, cidade hoje pertencente à Ucrania. Roth é conhecido principalmente pela sua obra-prima: A Marcha de Radetzky, publicada em 1932. Para muitos críticos literários, A marcha de Radetzky é um dos melhores romances históricos do século XX. Abordando o Império Habsburgo nos estertores de sua grandeza e na instabilidade de sua política, o texto se inspira parcialmente na infância de Joséph Roth na periferia do império e de uma "Áustria" quase abstrata. Sem jamais resvalar para o sentimentalismo, A marcha de Radetzky fala das complexidades da família e da amizade, bem como de certa nostalgia por uma era perdida. A atmosfera da Áustria imperial poucas vezes foi retratada de modo tão convincente e cativante. Não sem razão, A Marcha para Radetzky faz parte da famosa coletânea "1001 livros para ler antes de morrer"

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    Resenhas (11)Ver mais
    Gustavo Romero picture
    Gustavo Romero05/01/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Belíssimo

    O poder descritivo de Roth neste livro deixa qualquer um abismado. Mesmo se tratando de uma obra detalhista, com descrições que herdam tardiamente o "modus" realista da literatura, não há uma palavra sequer desperdiçada. Todas compõem um riquíssimo mosaico fazendo o próprio texto uma metáfora do retratado Império Austro-Hungaro: heterogêneo, conflituoso, belo e anacrônico. Impressiona como o escritor não se perde em momento algum ao transmitir a decadência iminente do Império e de toda uma "época " por meio da perspectiva individual, dos personagens. Somos capazes de, ao ler, sentir como os Trotta, que já sabem do fim iminente da monarquia, mas não deixam de ficar perplexos quando o conflito armado se concretiza. Penso se essa não é a reflexão mais geral e poética trazida pelo livro - o "saudosismo" nao como medida estetica ou política conservadoral, mas como um escape, como a última resposta ainda razoável e racional frente à perplexidade que nos assola ao testemunharmos a bestialidade (para usar o termo de Roth) da guerra e do autoritarismo esfarelar nossa tão pura e ingênua crença na cultura. Como sugeriria Walter Benjamin, se essa imagem do passado em nada nos alcançar e sensibilizar no presente, o documento de cultura assumirá seu caráter definitivo como documento de barbárie.

    4 curtidas

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    4.2 / 60
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