Noli Me Tangere - Versión Original

    José Rizal

    Linkgua Ediciones
    2010
    418 páginas
    13h 56m
    ISBN-13: 9788498168617
    Espanhol

    Noli me tangere es el texto más célebre de José Rizal. En 1887 Rizal publicó esta novela sobre la sociedad filipina del siglo XIX en medio de su actividad política. Pretendía denunciar los desmanes del gobierno español y sus instituciones religiosas, a través de un relato en el que comparecen las clases sociales imperantes, el amor y la reflexión filosófica. Esta novela, de indudable contenido histórico, es también una obra de un fuerte contenido social. Cuando Rizal volvió a las Filipinas tras terminar sus estudios médicos, lo deportaron a Dapitan, en la isla de Mindanao. Noli me tangere creó tanta controversia que el gobernador general Emilio Terrero y Perinat recibió a Rizal en el Palacio de Malacañán para informarle de que su libro era subversivo. Después fue encarcelado por «incitar a la rebelión» a través de sus escritos. Y en 1896, a la edad de treinta y cinco años, lo ejecutaron en Manila. Noli me tangere es una novela costumbrista sobre la Filipinas de la época anterior a su independencia de España. Y, también, una novela romántica y sentimental de amores contrariados o imposibles. A todo ello se añade una reflexión política sobre las difíciles relaciones de la colonia con su metrópoli. Hay, además, un alegato contra la degradación moral de la sociedad filipina por la imposición de una religiosidad en los límites de la superstición. En una carta a su amigo Félix Resurrección Hidalgo, pintor filipino residente en Madrid, Rizal explica el porqué del título Noli me tangere. Es una expresión bíblica, concretamente de Juan 20:17, cuando Jesús, tras su resurrección, evita el contacto de María Magdalena diciéndole «deja de tocarme»: «El libro contiene cosas de las que nadie entre nosotros ha hablado hasta el presente; son tan delicadas que no pueden ser tocadas por ninguna persona. En lo que a mí toca, he intentado hacer lo que nadie ha querido. Yo he querido responder a las calumnias que por tantos siglos han sido amontonadas sobre nosotros y nuestro país.»

    Edições (5)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich13/12/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    José Rizal é o “Machado de Assis das Filipinas” não apenas por ser considerado o melhor escritor do país, tampouco porque faz um delicioso uso da ironia e sequer porque também tem notável erudição: há entre os motivos de comparação o fato de ambos só não serem considerados clássicos mundiais porque os olhos do mundo não estão voltados aos países desses dois autores. “Noli me tangere”, a obra-prima de Rizal, tem um pouco do Cervantes (os episódios cômicos), um pouco do Zola (a luta social), um pouco do Victor Hugo (a discussão filosófica), um pouco do Dickens (o drama das crianças) e até um pouco do Mark Twain no final do livro (a perseguição marítima). A esses elementos reconhecidos como clássicos o autor acrescenta a tinta local da história filipina, país de curiosa colonização espanhola, empreendida notadamente por religiosos, e faz uma obra essencialmente crítica aos costumes do seu país no final do século XIX. Com uma verve afiada, ele ousa por às claras muitos desmandos de políticos e sobretudo de religiosos na condução dos rumos do país (não à toa, os religiosos rugiram ferozmente à publicação do livro). São especialmente interessantes os momentos em que se discute a questão do ensino e, depois, a própria estrutura da sociedade filipina de então e a possibilidade de uma reforma. Muita coisa também se poderia aplicar à realidade brasileira, também vinda de uma colonização problemática, com efeitos que se sente até os dias de hoje. Aparentemente, o pensamento de Rizal varia entre Ibarra, que é o personagem principal da trama e que busca reformas sem revolução, Elias, um revolucionário protoanarquista, e ainda o filósofo da aldeia que, como costuma acontecer, é tachado de louco. As divergências entre eles parecem ser resultado também das discussões internas do próprio escritor. Fora de dúvida, em todo caso, é que ele tinha consciência do estado crítico do seu país e da necessidade de uma reforma da sociedade. Seu livro é um testemunho bastante eloquente da realidade do seu tempo e, também, da própria trajetória do seu escritor, que, visto como elemento perigoso, acabaria fuzilado aos 35 anos de idade. Esse livro foi escrito quando ele tinha apenas 25, o que mostra bem que se trata de um gênio precoce e, ao mesmo tempo, torna ainda mais terrível o crime de tirar a sua vida quando ainda tinha muito a produzir. Não é um livro perfeito, naturalmente, nota-se alguns problemas de construção, e alguns citam também exageros na trama, mas bem poucos de nós seriam capazes de produzir uma obra dessas aos 25 anos de idade. Ademais, é uma história tão movimentada, tão cheia de personagens e eventos interessantes, bonitos e engraçados, que a teledramaturgia está comendo bola em não adaptar isso para a televisão. Vale conhecer o livro e vale pesquisar sobre o autor, personagem multifacetado de vida intensa. PS: Ainda não existe em português, apenas espanhol e inglês.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 4
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas75%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%