"⁠Eu era uma daquelas garotas que gostava de pensar que uma parte de mim pertencia a lua, pois o seu véu cintilante era o único que parecia me enxergar. Me entender. Vendo a lua reinar no céu a noite, eu sentia que encontrava uma parte de mim que estava desesperadamente perdida." "Vossa divindade, é possível que seja mais clara? Eu estou a um enigma de distância de surtar." ⁠Meus dedos conheciam as notas, mas meu coração conhecia a melodia. A trama de esperança e saudade que celebrava a luz da lua prateada. Uma canção sobre voltar para casa e pertencimento. ⁠Não sei agir naturalmente perto de pessoas bonitas (uma ignorância pertinente a todo ser humano, uns só fingem melhor que outros), e o rapaz que me encarava por traz da flauta transversa era desconcertantemente gato. Bonito de um jeito que só podia ser golpe, e tenho para mim que pessoas bonitas que sabem que são bonitas estão entre os seres mais perigosos do universo. Sinopse: Sonhando acordada, Lunara sente ter lembranças da vida em um reino de prata, onde defendeu seu povo contra o temível dragão vermelho, Bólius. Afastando os devaneios, tenta se concentrar para as provas de vestibular, a prática de violino e o encontro com um charmoso desconhecido. Porém, um incômodo permanece; uma estranha sensação sobre seu colar de pedra vermelha. Não se lembra quando colocou, e tampouco consegue tirá-lo. Seus sonhos, no entanto, eram mais que isso… Montecorp, o reino abençoado pela lua, está caindo. As plantações estão morrendo e os animais enfraquecidos. A cada dia restam menos recursos, assim, fome, doenças e morte se espalham entre o povo. A salvação exigirá que volte ao palco da batalha entre a Lua e o Fogo, um território dominado por magia selvagem que testa os limites do poder e determinação de qualquer aventureiro. Enquanto luta para compreender a confusão em sua mente, Lunara descobrirá que os desafios começaram antes mesmo da jornada e, no coração montanhesco, reencontrará desejos que há muito partiram, promessas que jamais serão cumpridas e faíscas de uma paixão desesperada para reacender.





