Sonhando acordada, Lunara sente ter lembranças da vida em um reino de prata, onde inspirou seu povo na batalha contra o temível dragão vermelho, Bólius. Afastando os devaneios, tenta se concentrar para as provas de vestibular, a prática de violino e o encontro com um charmoso desconhecido. Porém, um incômodo permanece; uma estranha sensação sobre seu colar de pedra vermelha. Não se lembra quando colocou, e tampouco consegue tirá-lo. Seus sonhos, no entanto, eram mais que isso… Montecorp, o reino abençoado pela lua, está caindo. As plantações estão morrendo e os animais enfraquecidos. A cada dia restam menos recursos, assim, fome, doenças e morte se espalham entre o povo. A salvação exigirá que volte ao palco da batalha entre a Lua e o Fogo, um território dominado por magia selvagem que testa os limites do poder e determinação de qualquer aventureiro.
Sonata de Lua e Fogo - Era de Sombras e Lembranças
Natalia Avila
O que dizer desse sonho de uma noite de verão de 700 páginas?
Fantasia neh, cheguei esperando esquemas políticos intrincados, sistema de magia, personagens de várias raças, muita ação e muito romance e... Não tive nada disso. O tema principal não é a fantasia, não é o romance, não é a política, é um negócio que vai beirando a auto ajuda. A protagonista não é uma guerreira, ela pegou numa espada 3 vezes durante o livro todo. Também não é lá uma grande usuária de magia. Como é um livro de fantasia, eu achei que careceu de descrições, a personalidade da Luna é superficial, no sentido de construção de personagem mesmo, não é um personagem sólido apesar de a maioria dos capítulos serem contados por ela. O cavalo tem mais atitude de líder. Apesar de tudo, deve ser um livro bem escrito pro público alvo, que com certeza não é o que geralmente lê aquelas fantasias "tiro, porrada e bomba". A experiência dos encartes foi legal, eu saí espalhando eles pelas canas que eu achei mais referentes ao card. Realmente deu uma experiência imersiva. Mas é um livro de bolso, nunca que eu ia pagar 150 reais num livro de bolso, só que eu não prestei atenção nisso quando comprei. O livro começa até bem, aquelas interações da Luna com o Blaze são bem legais, apesar de eu ter achado tudo meio corrido, faltou desfiar um pouco, desenvolver um pouco mais a coisa. Aí depois disso, a história começa a andar na outra dimensão, a partir daí é só crise existencial, foram cerca de 500 páginas sobre a crise existencial da protagonista. Ela chega em Ellioras, que por ser um reino fantástico e tals, eu achei que deveria ter sido um pouco mais bem descrito, eu só tenho ideia de como é Ellioras por causa do card, porque o reino não é descrito desse jeito no livro. Aí eu pensei, pô, vamos começar umas negociações políticas aqui, vai começar a contextualizar mais o mundo. Não foi o que rolou. Eles passam um tempinho lá só pra ser feito de trouxa. Aí eu achei que depois disso a ação fosse começar, é, pois é, não começou. 200 páginas depois o par romântico dela aparece, aí tu pensa, agora o romance engata... Só que não. Aí ela enfia um capítulo no pov da Eleanor e eu penso: ooopa, contextualização do cenário político de Montecorp, ela poderia ter sido uma segunda protagonista ocupando um papel político muito importante, uma personagem com um potencial incrível e que foi relegada ao esquecimento porque esse livro simplesmente não trata política. Tipo, quem diabos era o Ian na fila do pão? Qual a importância dele no reino, qual a base do poder e da importância dele? Lá pras 400 páginas eu percebi que isso tudo não era importante porque isso é um livro sobre gente em crise existencial, e que todos os outros elementos presentes em um livro de fantasia simplesmente não eram tão importantes porque essa é uma história que poderia se passar em qualquer contexto já que o foco principal está nas angústias, frustrações e sentimentos no geral da protagonista que é uma grande chata de galochas. A única coisa que me impediu de largar o livro foi o fato de eu ter pagado 150 reais e os outros protagonistas que eram uns queridos, Zoey maravilhosa, Molly icônica, Dax (se errou foi tentando acertar, literalmente). Aliás, vou deixar registrada aqui minha frustração com o fato de o Blaze ser o segundo personagem menos desenvolvido dessa história depois da Eleanor (e ele é o par romântico da querida e o segundo protagonista). Aí 550 páginas depois a história começa a andar, vira um livro de fantasia de verdade, ficou bom de ler, apesar das cenas forçadas e de tudo ter sido resolvido com o poder do protagonismo.
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