"Eu era uma daquelas garotas que gostava de pensar que uma parte de mim pertencia a lua, pois o seu véu cintilante era o único que parecia me enxergar. Me entender. Vendo a lua reinar no céu a noite, eu sentia que encontrava uma parte de mim que estava desesperadamente perdida." Sonhando acordada, Lunara sente ter lembranças da vida em um reino de prata, onde inspirou seu povo na batalha contra o temível dragão vermelho, Bólius. Afastando os devaneios, tenta se concentrar para as provas de vestibular, a prática de violino e o encontro com um charmoso desconhecido. Porém, um incômodo permanece; uma estranha sensação sobre seu colar de pedra vermelha. Não se lembra quando colocou, e tampouco consegue tirá-lo. Seus sonhos, no entanto, eram mais que isso… Montecorp, o reino abençoado pela lua, está caindo. As plantações estão morrendo e os animais enfraquecidos. A cada dia restam menos recursos, assim, fome, doenças e morte se espalham entre o povo. A salvação exigirá que volte ao palco da batalha entre a Lua e o Fogo, um território dominado por magia selvagem que testa os limites do poder e determinação de qualquer aventureiro. Enquanto luta para compreender a confusão em sua mente, Lunara descobrirá que os desafios começaram antes mesmo da jornada e, no coração montanhesco, reencontrará desejos que há muito partiram, promessas que jamais serão cumpridas e faíscas de uma paixão desesperada para reacender.
Sonata de Lua e Fogo - Edição ainda mais mágica de "Era de Sombras e Lembranças", versão única e definitiva!
Natalia Avila
O que dizer desse sonho de uma noite de verão de 700 páginas?
Fantasia neh, cheguei esperando esquemas políticos intrincados, sistema de magia, personagens de várias raças, muita ação e muito romance e... Não tive nada disso. O tema principal não é a fantasia, não é o romance, não é a política, é um negócio que vai beirando a auto ajuda. A protagonista não é uma guerreira, ela pegou numa espada 3 vezes durante o livro todo. Também não é lá uma grande usuária de magia. Como é um livro de fantasia, eu achei que careceu de descrições, a personalidade da Luna é superficial, no sentido de construção de personagem mesmo, não é um personagem sólido apesar de a maioria dos capítulos serem contados por ela. O cavalo tem mais atitude de líder. Apesar de tudo, deve ser um livro bem escrito pro público alvo, que com certeza não é o que geralmente lê aquelas fantasias "tiro, porrada e bomba". A experiência dos encartes foi legal, eu saí espalhando eles pelas canas que eu achei mais referentes ao card. Realmente deu uma experiência imersiva. Mas é um livro de bolso, nunca que eu ia pagar 150 reais num livro de bolso, só que eu não prestei atenção nisso quando comprei. O livro começa até bem, aquelas interações da Luna com o Blaze são bem legais, apesar de eu ter achado tudo meio corrido, faltou desfiar um pouco, desenvolver um pouco mais a coisa. Aí depois disso, a história começa a andar na outra dimensão, a partir daí é só crise existencial, foram cerca de 500 páginas sobre a crise existencial da protagonista. Ela chega em Ellioras, que por ser um reino fantástico e tals, eu achei que deveria ter sido um pouco mais bem descrito, eu só tenho ideia de como é Ellioras por causa do card, porque o reino não é descrito desse jeito no livro. Aí eu pensei, pô, vamos começar umas negociações políticas aqui, vai começar a contextualizar mais o mundo. Não foi o que rolou. Eles passam um tempinho lá só pra ser feito de trouxa. Aí eu achei que depois disso a ação fosse começar, é, pois é, não começou. 200 páginas depois o par romântico dela aparece, aí tu pensa, agora o romance engata... Só que não. Aí ela enfia um capítulo no pov da Eleanor e eu penso: ooopa, contextualização do cenário político de Montecorp, ela poderia ter sido uma segunda protagonista ocupando um papel político muito importante, uma personagem com um potencial incrível e que foi relegada ao esquecimento porque esse livro simplesmente não trata política. Tipo, quem diabos era o Ian na fila do pão? Qual a importância dele no reino, qual a base do poder e da importância dele? Lá pras 400 páginas eu percebi que isso tudo não era importante porque isso é um livro sobre gente em crise existencial, e que todos os outros elementos presentes em um livro de fantasia simplesmente não eram tão importantes porque essa é uma história que poderia se passar em qualquer contexto já que o foco principal está nas angústias, frustrações e sentimentos no geral da protagonista que é uma grande chata de galochas. A única coisa que me impediu de largar o livro foi o fato de eu ter pagado 150 reais e os outros protagonistas que eram uns queridos, Zoey maravilhosa, Molly icônica, Dax (se errou foi tentando acertar, literalmente). Aliás, vou deixar registrada aqui minha frustração com o fato de o Blaze ser o segundo personagem menos desenvolvido dessa história depois da Eleanor (e ele é o par romântico da querida e o segundo protagonista). Aí 550 páginas depois a história começa a andar, vira um livro de fantasia de verdade, ficou bom de ler, apesar das cenas forçadas e de tudo ter sido resolvido com o poder do protagonismo.
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