The Epic of Gilgamesh -

    Anonymous

    Penguin
    1960
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9780140441000

    N. K. Sandars's landmark translation of one of the first and greatest works of Western literature A Penguin Classic Gilgamesh, King of Uruk, and his companion Enkidu are the only heroes to have survived from the ancient literature of Babylon, immortalized in this epic poem that dates back to the third millennium BC. Together they journey to the Spring of Youth, defeat the Bull of Heaven and slay the monster Humbaba. When Enkidu dies, Gilgamesh's grief and fear of death are such that they lead him to undertake a quest for eternal life. A timeless tale of morality, tragedy and pure adventure, The Epic of Gilgamesh is a landmark literary exploration of man's search for immortality. N. K. Sandars's lucid, accessible translation is prefaced by a detailed introduction that examines the narrative and historical context of the work. In addition, there is a glossary of names and a map of the Ancient Orient. For more than seventy years, Penguin has been the leading publisher of classic literature in the English-speaking world. With more than 1,700 titles, Penguin Classics represents a global bookshelf of the best works throughout history and across genres and disciplines. Readers trust the series to provide authoritative texts enhanced by introductions and notes by distinguished scholars and contemporary authors, as well as up-to-date translations by award-winning translators.

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    Régis Maz29/12/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A fonte de muitos mitos e inspiração de grandes poetas

    Gilgámesh parece ter sido a obra literária mais popular escrita no antigo oriente e é considerada a obra literária mais antiga do mundo já descoberta. As narrativas heroicas são atribuídas ao quinto rei sumério (um possível rei histórico postumamente deificado) de Úruk, cidade-Estado localizada no sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), e remontam ao século XXI AEC. Bilgames/Gilgámesh na versão mais recente é composta por uma série de doze tabuinhas que foram traduzidas inicialmente por Henry Rawlisnson e George Smith na segunda metade do século XIX. O poema é o mais antigo texto do qual recuperaram traduções em várias línguas estrangeiras, com textos encontrados em vários locais do antigo oriente. A versão clássica do poema "Epopeia de Gilgámesh", cujo título original é Ele que o abismo viu (ša naqba īmuru), foi escrita pelo sábio Sin-léqi-unnínni entre 1300 e 1200 AEC. Ele que o Abismo Viu inicia com uma grande exaltação ao rei Gilgámesh (que tudo viu e que tudo sabe) e vai mostrando as várias experiências existenciais marcantes pelas quais o rei passa e que o levaram a compreender os limites da natureza humana; limites dos quais nem mesmo ele, que possui dois terços divinos e apenas um terço humano, por ser filho de uma deusa (Nínsun, que significa "Rainha da Vaca Selvagem), poderá escapar. O poema exalta as realizações, narra os excessos, exemplifica os aprendizados e finalmente chega na compreensão do personagem: de que ele, assim como qualquer outro está sujeito a viver e morrer independente de suas origens e de seus feitos. A relação de amizade, companheirismo e amor de Enkídu e Gilgámesh ajuda a tornar o herói o homem que ele virá a ser futuramente levando-o a crescer como ser humano através da amizade, amor, morte e, inevitavelmente, através da dor. Esse poema (anterior a Homero e Hesíodo) é um épico que traz muitas reflexões, que é imbuído de um teor antropológico profundo e que mostra o ápice do desenvolvimento do ciclo heroico do personagem, Gilgámesh, além de apresentar vários dos mitos que foram introduzidos na literatura tradicional que conhecemos: como a criação do homem a partir da argila, o dilúvio e a construção de uma arca para salvar as criaturas, humanos e animais (Essas partes, depois de serem traduzidas no início da década de 1870, causaram controvérsia generalizada devido às semelhanças com a Bíblia hebraica). "Do homem os dias são contados, tudo que ele faça é vento (...)" palavras sábias que ressaltam magnificamente uma grande verdade a qual estamos todos sujeitos indefinidamente. Essa foi uma leitura fascinante, rica em características fantásticas, significados e mitos que guardam muitos paralelos com outras narrativas antigas. Foi maravilhoso conhecer o poema épico mais antigo registrado e que, possivelmente, foi a fonte onde vários poetas que conhecemos se inspiraram e onde vários mitos e histórias, reproduzidas até os dias de hoje, tiveram início. Recomendo para todos.

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