Nós Matamos o Cão Tinhoso -

    Luís Bernardo Honwana

    Edições Afrontamento
    2000
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-10: 9723605465
    Português Brasileiro

    Com a morte do cão-tinhoso nasceu a literatura moçambicana. Ainda em tempo colonial. Uma amargura difusa matiza o lirismo suspenso da prosa depurada na juventude do trópico africano atento ao devir histórico. Para além da escrita transparente, a interferência enriquecedora da ancestral arte de contar, a expressão sublimada da tragédia subjacente. Poucos se deram conta da ressurreição pela via da literatura, que, no entanto, aconteceu. Moçambique renasceu na morte do cão-tinhoso e a literatura moçambicana é, agora, testemunho disso mesmo.

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    Julio C. Gurgel picture
    Julio C. Gurgel15/05/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O cão tinhoso da opressão

    Trata-se de um conjunto de contos escritos no início da década de 1960, quando Moçambique ainda era uma colônia portuguesa. Na época, o autor, Luís Bernardo Honwana, tinha apenas 22 anos. São sete histórias potentes, contadas numa linguagem tão simples e tão local que imediatamente captura o leitor. Mas não se engane: cada história é uma pancada! O livro fala de estupro, fome, opressão branca, colonialismo, assimilação, apropriação, armas, perdas e extrema pobreza. O racismo estrutural permeia todos os contos. ?Dina? e ?As Mãos dos Pretos? são de arrepiar. ?Eles fizeram me pequenino e conseguem que eu me sinta pequenino?.

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