Elaine Vilar Madruga, autora de A tirania das moscas, expande seu talento para os domínios do horror com este romance perturbador e ao mesmo tempo poético, que alcança camadas de significado muito profundas ao tratar de temas como a condição feminina, a maternidade, a violência e a degradação humana que assolam a América Latina. Na trama de O céu da selva, ambientada num cenário caribenho não especificado, uma velha, suas duas filhas adultas, um homem e dezenas de “crias” humanas predestinadas a uma finalidade cruel vivem em uma fazenda inóspita à beira da selva. Mas algo está prestes a desequilibrar a bizarra engrenagem que rege o funcionamento dessa família. Madruga evoca Medeia para construir um universo implacável, no qual nenhuma mulher pode decidir não ser mãe e nenhuma mãe pode colocar o amor acima de suas obrigações com a selva, essa deusa faminta que permite viver em segurança em seus domínios e provê fartura, mas exige o mais alto dos preços em troca. Com uma prosa hipnotizante e visceral, além de personagens inesquecíveis, que envolvem o leitor apesar da brutalidade e da loucura que cada um deles carrega em sua mente e em seus atos, Madruga evoca Medeia para construir um universo implacável, no qual nenhuma mulher pode decidir não ser mãe e nenhuma mãe pode colocar o amor acima de suas obrigações com a selva, essa deusa faminta que permite viver em segurança em seus domínios e provê fartura, mas exige o mais alto dos preços em troca. Teria a natureza algum senso de justiça?






