A descoberta da América pelos turcos -

    Jorge Amado

    Record
    1994
    172 páginas
    5h 44m
    ISBN-13: 9788501041616
    Português Brasileiro

    "A Descoberta da América pelos Turcos" é um romance de Jorge Amado que narra a história de dois imigrantes árabes, Jamil e Raduan, que chegam à região cacaueira do sul da Bahia em 1903. O livro, embora pequeno, aborda temas como a imigração, a formação da identidade brasileira e a contribuição dos árabes na cultura cacaueira. Raduan tenta convencer Jamil a se casar com a filha de um comerciante local, visando a herança do negócio, mas Jamil prefere investir em seu próprio empório.

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    Doney Corteletti Stinguel24/10/2016Resenhou um livro
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    Lista de Livros: A Descoberta da América pelos Turcos, de Jorge Amado

    “Quanto a dizer, como alguns diziam, despeitados, ser Raduan Murad ferrenho adversário do trabalho, ter-lhe santo horror, o que sucede com frequência aos letrados, trata-se de injustiça e má vontade, evidentes. Se de fato durante a primeira juventude o Professor – assim muitos o tratavam com deferência – recusara-se com obstinação a misteres pouco condizentes com sua capacidade intelectual, não havia trabalhador mais assíduo e pontual em mesa de pôquer ou der qualquer outro jogo de azar.” * “Quanto à caçula, Fárida, diziam-na a mais formosa entre as turcas do armarinho. Um pitéu, na cúpida designação de Alfeu Bandeira, aprendiz de alfaiate sob as vistas de mestre Ataliba Reis, dono da Alfaiataria Inglesa, cujas portas se abriram em frente às do sobrado dos Jafet. Alfeu degustou o pitéu, que diga-se a verdade, se oferecia num descaro condenado com vigor pelas famílias da vizinhança: tamanho agarramento, tanta esfregação, tinha de acabar mal. Acabou bem, em casamento às pressas. Véu de tule esvoaçando sobre a intrépida barriguinha de Fárida, prenha de quatro meses, flores de laranjeira na grinalda, símbolo de pureza e virgindade. Virgem, só se for no sovaco, comentou mestre Ataliba, escolhido padrinho pelo noivo. No sovaco, será?, duvidou Raduan Murad, padrinho da noiva, cético como convém a um erudito.” * Mais em:

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