A Descoberta da América pelos Turcos -

    Jorge Amado

    Record
    1994
    172 páginas
    5h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Este livro de Jorge Amado - A Descoberta da América pelos Turcos ou De como o Árabe Jamil Bichara, Desbravador de Florestas, de Visita à Cidade de Itabuna para Dar Abasto ao Corpo, ali lhe Ofereceram Fortuna e Casamento ou ainda Os Esponsais de Adma - sai em português ao mesmo tempo e que nas línguas espanhola, italiano e russa. O livro já se encontra à venda em turco, alemão e francês - a edição francesa é de 1992. As razões desta demora da edição brasileira são contadas pelo próprio autor na introdução ao romancinho. É uma curiosa história que envolve dois outros escritores famosos, Norman Mailer e Carlos Fuentes, e a "Operação Mãos Limpas" da Itália, que tanto tem dado a falar à imprensa. A Record, editora brasileira dos livros de Jorge Amado, sempre teve o privilégio de ser a primeira a apresentá-los ao público. As circunstâncias impediram que ela o fizesse desta vez. Antes tarde do que nunca: os leitores de Jorge Amado vão finalmente se regalar com a história da descoberta da América pelos turcos.

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    Doney Corteletti Stinguel24/10/2016Resenhou um livro
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    Lista de Livros: A Descoberta da América pelos Turcos, de Jorge Amado

    “Quanto a dizer, como alguns diziam, despeitados, ser Raduan Murad ferrenho adversário do trabalho, ter-lhe santo horror, o que sucede com frequência aos letrados, trata-se de injustiça e má vontade, evidentes. Se de fato durante a primeira juventude o Professor – assim muitos o tratavam com deferência – recusara-se com obstinação a misteres pouco condizentes com sua capacidade intelectual, não havia trabalhador mais assíduo e pontual em mesa de pôquer ou der qualquer outro jogo de azar.” * “Quanto à caçula, Fárida, diziam-na a mais formosa entre as turcas do armarinho. Um pitéu, na cúpida designação de Alfeu Bandeira, aprendiz de alfaiate sob as vistas de mestre Ataliba Reis, dono da Alfaiataria Inglesa, cujas portas se abriram em frente às do sobrado dos Jafet. Alfeu degustou o pitéu, que diga-se a verdade, se oferecia num descaro condenado com vigor pelas famílias da vizinhança: tamanho agarramento, tanta esfregação, tinha de acabar mal. Acabou bem, em casamento às pressas. Véu de tule esvoaçando sobre a intrépida barriguinha de Fárida, prenha de quatro meses, flores de laranjeira na grinalda, símbolo de pureza e virgindade. Virgem, só se for no sovaco, comentou mestre Ataliba, escolhido padrinho pelo noivo. No sovaco, será?, duvidou Raduan Murad, padrinho da noiva, cético como convém a um erudito.” * Mais em:

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