O rei de ferro (Os reis malditos #1) -

    Maurice Druon

    Bertrand Brasil
    2025
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-10: 655838311X
    Português Brasileiro

    <b>Em <i>O rei de ferro</i>, primeiro volume épico da série Os reis malditos, de Maurice Druon, traições, ambição e maldições ecoam pelos salões do poder em uma das épocas mais turbulentas da história da França.</b> Em 1314, ao fim de um longo processo que culmina na condenação à morte na fogueira de Jacques de Molay, grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, inicia-se no reino da França uma era de maldição que se estenderá por treze gerações descendentes do rei Felipe IV, também conhecido como Felipe, o Belo, por sua beleza lendária, e como Rei de Ferro, pelo seu caráter rígido e justo. Ao longo deste relato ficcionalizado, os reis morrerão sem herdeiros, a cristandade se verá privada de um pontífice e os reinos vizinhos se voltarão contra a França – o que levará todos a acreditarem que a maldição proferida por Jacques de Molay era real. Contudo, será contra a figura do conde Robert d’Artois que de fato se cumprirá a maldição do templário. Deserdado de seu condado desde a infância, ele nutre um ódio ferrenho por sua tia Mahaut. Obcecado com a reconquista do que considera legitimamente seu, o conde não hesitará em trazer à tona calúnias para destruir sua tia e suas primas e ver restituídas as terras que lhe pertencem. Em sua empreitada, conseguirá enclausurar as esposas dos três filhos do rei Felipe IV e condenar à morte os cavaleiros d’Aunay. Este escândalo, conhecido como “a torre de Nesle”, assombrará os últimos anos do reinado de Felipe, o Belo. Traições, ambição e maldições ecoam pelos salões do poder em uma das épocas mais turbulentas da história da França. Os sete volumes da série Os reis malditos narram os bastidores do trono francês no século XIV — desde o reinado de Felipe IV, o Belo, e a dramática execução do grão-mestre dos Templários, Jacques de Molay, em 1314, até a ascensão de Felipe VI, catorze anos depois. Traduzida em dezenas de idiomas e aclamada mundialmente, esta obra-prima é considerada o mais grandioso romance histórico contemporâneo, uma verdadeira saga de sangue, poder e intriga que inspirou gerações “Esta é a versão original de A guerra dos tronos.” — George R. R. Martin.

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    Antônio Augusto Fonseca Jr.13/01/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vou começar essa resenha escrevendo simplesmente que dei nota só cinco para a série Reis Malditos porque não tem como colocar nada maior aqui. Se você alguma vez já falou alguma das seguintes frases em sua vida: - Eu gosto de história medieval. - Eu gosto de boa literatura. - Eu gosto de conspiração. Pronto... Se você alguma vez falou isso e ainda não leu Reis Malditos, é porque está passando por um estado espiritual miserável e perdeu toda a iluminação dessa obra. Exagero? Tá... pode ser... É uma das poucas vezes que você vai me ouvir falar que um livro me empolgou mais do que os do Bernard Cornwell. A série Reis Malditos é uma série de romances históricos composta de 7 livros. Começa com o Rei de Ferro, falando do rei Filipe IV, chamado o Belo. É o mesmo rei que deu uma pancada tão forte nos templários que até hoje tem gente chorando por causa disso. Eu, que sou fã dos templários, reconheço que esse rei foi uma figura incrível. O primeiro livro trata do julgamento de Jacques de Molay. Filipe IV era um exemplo do poder do rei medieval em ascensão. Quando o papa Bonifácio VIII causou-lhe problemas, o rei francês usou Guilherme de Nogaret para depô-lo e colocou em seu lugar um fantoche chamado Clemente V. Visto que tinha problemas com o Templo, Filipe passou uma rasteira tão bem dada nos cavaleiros que destruiu a ordem. É dito que Jacques de Molay teve sua vingança. Já na fogueira, ele amaldiçoou Filipe IV e Clemente V. Assim os dois morreram menos de um anos depois da morte do grão-mestre. A dinastia de Filipe IV e seus filhos seria extinta menos de duas décadas depois. Nesse período se situam os livros da série Reis Malditos. Acompanha-se a politicagem, os casamentos, os negócios da nobreza e ainda os costumes medievais com uma precisão tão grande que deixa qualquer historiador embasbacado. A literatura é tão bem escrita que dá vontade de devorar tudo de uma vez apenas. Maurice Druon ensina a escrever e dá uma aula a todos os escritores que querem um dia dizer que escrevem sobre conspiração. Conspiração existe é nos livros dele, com um tom de ironia tão afiado que só se não houver atenção só se percebe o corte quando passarem-se páginas e mais páginas. Os Reis Malditos são uma alternativa para se entender um pouco da política medieval, ao invés de se ler esses romances e livros baratos que começaram a surgir sobre os templários e coisas assim, pode-se ler esse livro para ver sobre a corrupção da Igreja medieval, a escolha insana dos papas e o que significava o poder real. Também nota-se quem na verdade era Filipe IV, que assou a ser demonizado depois que surgiu a moda dos templários. Sou fã do Templo, mas acho que todo historiador sério e também fã das ordens de cavalaria sabe que essa idéia de demonizar um rei importante e inteligente quanto Felipe é meio furada. Parece até a propaganda furada usada contra inimigos de guerra. Minha opinião é a de que ler Reis Malditos é um dever. Depois de o Rei de Ferro, vem o volume a Rainha Estrangulada, sobre a sucessão de Luís o Cabeçudo. O terceiro volume é os Venenos da Coroa, com um grau de tensão ótimo ao falar sobre a política de Luís X o Cabeçudo. Já a Lei dos Varões é o melhor, na minha opinião, quando fala de Filipe V. A Loba de França é o quinto livro e trata sobre Isabel, filha de Filipe IV e talvez a mais parecida com o pai. A história trata da luta para depor Eduardo II da Inglaterra. O sexto, a Flor-de-lis e o Leão dará início à Guerra dos Cem Anos.

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