Memórias de Um Sargento de Milícias (Biblioteca da Academia) -

    Manuel Antônio de Almeida

    Glaciar
    2021
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9789898950932
    Português

    «De facto, as Memórias constituem um dos poucos romances cômicos do romantismo nacional, afastando-se dos traços idealizantes que caracterizam boa parte das obras sérias dos autores de então. Publicadas na forma de livro pela primeira vez em 1854-1855, as Memórias são pioneiras em mais de um sentido: trata-se de um dos primeiros romances brasileiros, publicado quando o gênero ainda engatinhava entre nós, após as experiências iniciais de Teixeira e Souza e Joaquim Manuel de Macedo. O modo pelo qual as Memórias pintam a sociedade, representando-a a partir de um ângulo abertamente cômico e satírico, também era relativamente novo nas letras brasileiras do século XIX» ----Do prefácio de Mamede Mustafa Jarouche. A edição aguardada de um dos maiores clássicos da literatura brasileira de todos os tempos. Manuel Antônio de Almeida, escritor e jornalista brasileiro, militante na imprensa liberal, nasceu no bairro da Gamboa, no Rio de Janeiro, em 17/11/1831, e faleceu no naufrágio do vapor Hermes, que navegava de Macaé a Campos, em 28/11/1861, cidade para a qual se dirigia a fim de granjear apoios para o cargo de deputado provincial. Além das Memórias de um sargento de milícias, publicadas primeiramente no jornal carioca Correio Mercantil entre 1852 e 1853 e depois em livro entre 1854 e 1855, escreveu também a ópera Dois amores, publicada e encenada em dezembro de 1861, e traduziu do francês o folhetim Gondicar, ou o amor do cristão, de Louis Friedel, o romance O rei dos mendigos, de Paul Féval, e participou, com Machado de Assis e outros, da malograda tradução do trabalho O Brasil pitoresco, de Charles Ribeyrolles. Além disso, escreveu artigos e poesias na imprensa, vários deles assinados, mas a maioria sem assinatura, em virtude do anonimato que muita vez predominava nesse meio. Entre 1857 e 1859, exerceu o cargo de diretor da Tipografia Nacional, e foi ali que fez amizade com Machado de Assis. Parece ter passado por grandes apuros materiais. Formado em medicina, com tese defendida em 1855, jamais praticou esse ofício. O valor de sua obra só foi efetivamente reconhecido no século XX, sobretudo a partir do Movimento Modernista, deflagrado em 1922.

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    Diego Dávila01/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    No tempo do rei e da malandragem.

    Ler literatura brasileira é sempre muito bom, se nos esforçamos para isso teremos pouca dificuldade no futuro com provas, entenderemos melhor o português brasileiro em suas variadas construções através dos tempos. Pode-se ter aulas de história gratuitas lendo romances e crônicas e contos dos escritores brasileiros(as). Conseguimos problematizar muito o país de hoje, ontem e amanhã lendo narrativas brasileiras. E também é muito divertido quando não somos obrigados e nos esforçamos para entender antes a intriga das histórias do que as possíveis e existentes dificuldades linguísticas. Quando ficamos afiados esses problemas diminuem consideravelmente. Um bom exemplo disso para começar é essa divertida crônica de costumes, que via de regra somos obrigados a ler na escola no ensino médio, como tantas outras, mas quando lhe damos outra chance mais maduros percebemos o quanto ela é bem escrita e importante no panorama do país. "Era no tempo do rei..."

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