Memórias de Um Sargento de Milícias (Livros de Bolso Europa-América / Grandes Obras #81) -

    Manuel António de Almeida

    [Mem Martins] Publicações Europa-América
    1989
    149 páginas
    4h 58m
    ISBN-13: 9789721029859
    Português

    Manuel António de Almeida nasceu em 1830, no Rio de Janeiro, e veio a morrer, em 1861, quando se dirigia para Campos em viagem de propaganda eleitoral. A sua curta vida foi cheia de sofrimentos e privações. Trabalhou na Imprensa desde muito novo para sustentar os seus e conseguiu, à custa de imensos sacrifícios, formar-se em Medicina. O exercício da profissão de médico não trouxe remédio à sua pobreza e ia recorrer à actividade política quando a morte o veio colher. Memórias de Um Sargento de Milícias é o seu único livro. Quase ignorada pelos contemporâneos, é hoje considerada uma das grandes obras da literatura brasileira. A acção decorre no Brasil do tempo de D.João VI e à volta do protagonista, o endiabrado Leonardo, o autor faz reviver, com mão de mestre, a sociedade do tempo, com os seus costumes e as suas figuras típicas, num quadro extraordinário realismo, em que à força evocativa se junta o pitoresco da linguagem, o tom folgazão e um estilo fluente e despojado. ==== https://showlivros.wordpress.com/coleccoes/literatura/bolso-europa-america/

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    Diego Dávila01/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    No tempo do rei e da malandragem.

    Ler literatura brasileira é sempre muito bom, se nos esforçamos para isso teremos pouca dificuldade no futuro com provas, entenderemos melhor o português brasileiro em suas variadas construções através dos tempos. Pode-se ter aulas de história gratuitas lendo romances e crônicas e contos dos escritores brasileiros(as). Conseguimos problematizar muito o país de hoje, ontem e amanhã lendo narrativas brasileiras. E também é muito divertido quando não somos obrigados e nos esforçamos para entender antes a intriga das histórias do que as possíveis e existentes dificuldades linguísticas. Quando ficamos afiados esses problemas diminuem consideravelmente. Um bom exemplo disso para começar é essa divertida crônica de costumes, que via de regra somos obrigados a ler na escola no ensino médio, como tantas outras, mas quando lhe damos outra chance mais maduros percebemos o quanto ela é bem escrita e importante no panorama do país. "Era no tempo do rei..."

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