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    Um Homem Só - Flagrante de uma profunda solidão

    Christopher Isherwood

    Nova Fronteira
    1985
    162 páginas
    5h 24m
    ISBN-13: 7982166479646
    Português Brasileiro
    4
    273 avaliações
    Leram350Lendo23Querem603Relendo0Abandonos10Resenhas37
    Favoritos14Desejados603Avaliaram273

    Um dia na vida de um solitário professor de literatura de uma pequena universidade da Califórnia: George, cidadão inglês há muito radicado nos Estados Unidos, que sofre com a ausência do amigo desaparecido num desastre de automóvel, atravessa corajosamente o seu cotidiano e até mesmo se permite uma pequena bebedeira do final da noite. Um instante na existência de um homem resignado à monotonia e à falta de brilho, que aceita sem desespero sua vida sem perspectivas. O romance é escrito em linguagem penetrante e em estilo vivo e incisivo por um dos maiores romancistas vivos: Christopher Isherwood. Que fez de George uma espécie de alter ego, tantos são os pontos em comum entre o criador e a sua personagem.

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    Daniel Boratto picture
    Daniel Boratto15/05/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Filme e livro

    Eu gostei muito do filme A SINGLE MAN, dirigido pelo Tom Ford (que recebeu no Brasil o título ridículo de "Direito de Amar", completamente despropositado). Esta adaptação foi criticada por alguns pelo "excesso de beleza" - atores, figurantes, cenários, figurinos, etc - que causaria um certo ar artificial em tudo, apesar do trabalho excepcional de Colin Firth e Julianne Moore. Fiquei curioso sobre o livro. Trata-se de um romance semiautobiográfico do britânico Christopher Isherwood, que causou alguma polemica quando foi lançado em 1964 (no Brasil só em 1985 pela Editora Record, e está fora de catálogo - atualizando: felizmente reeditado em 2021 pela editora Cia das Letras), por apresentar como protagonista um professor universitário homossexual que não se conforma com a morte de seu companheiro de longa data. Isherwood descreve com maestria um dia na vida de George, desde o momento em que ele acorda e toma consciência de si mesmo até o adormecer. No meio da sua rotina de acordar, tomar café, se preparar para ir ao trabalho, dar aulas, fazer compras, visitar amigos, etc., há vários pensamentos e reflexões, sensações despertadas pelas mais variadas situações, principalmente as lembranças, a saudade imensa de seu companheiro que morreu. Seria um dia comum na vida dele, a não ser por um detalhe, revelado nas últimas linhas. Em relação ao filme de Tom Ford há uma diferença crucial: além da glamourização exagerada, no filme o George parece profundamente infeliz, incapaz de continuar a viver com a falta de seu companheiro, e planeja meticulosamente seu suicídio. Não há isso no livro. Neste, George vive um dia comum, com seus momentos de tédio, frustração, desesperança, mas também como momentos de alegria (com sua amiga Charley e seu aluno Kenny), inclusive com planos para o futuro. Claro que no livro há mais reflexões, divagações, e uma outra passagem diferente. Mas posso dizer que é um caso raro no qual o filme (deslumbrante) é quase tão bom quanto o livro (magnífico).

    54 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 273
    • 5 estrelas34%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Christopher William Bradshaw Isherwood profile picture

    Christopher William Bradshaw Isherwood

    Christopher Isherwood (1902-86) lived in Berlin from 1928 to 1933 and immigrated to the United States in 1939. A major figure in 20th-century fiction and the gay rights movement, he wrote more than 20 books including the novels Prater Violet and a series of short stories that inspired the musical Cabaret. CHRISTOPHER ISHERWOOD foi um dos escritores mais famosos de sua geração. Nascido na Inglaterra em 1904, abandonou a Universidade de Cambridge e se mudou para a Alemanha em 1929, onde escreveu Adeus a Berlim – livro que inspirou o musical Cabaret. Ele emigrou para os Estados Unidos com W. H. Auden em 1939, instalando-se na Califórnia, onde obteve a cidadania americana e, anos depois, começou a se relacionar com o artista Don Bachardy. Isherwood escreveu cinco romances, incluindo Um homem só – que foi adaptado para o cinema por Tom Ford em 2009.

    15 Livros
    16 Seguidores
    Cheshire, Inglaterra

    Christopher William Bradshaw Isherwood