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    O prazer do texto -

    Roland Barthes

    Perspectiva
    2006
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-10: 8527300915
    Português Brasileiro
    3.9
    350 avaliações
    Leram670Lendo61Querem531Relendo1Abandonos7Resenhas22
    Favoritos28Desejados531Avaliaram350

    O prazer do escritor é diferente do prazer do leitor. Textos curtos, aparentemente independentes. Uma leitura dos desejos, funções e possibilidades do texto. Através de sua fruição, Barthes estuda o jogo entre texto e leitor.

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    Resenhas (22)Ver mais
    Tauana Weinberg Jeffman picture
    Tauana Weinberg Jeffman14/06/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O prazer do texto.

    Barthes que me perdoe, mas o seu "prazer do texto" foi um dos livros mais complicados que já li. Talvez eu não estivesse preparada para as suas explanações, talvez mais tarde, eu o compreenda melhor. Mesmo assim o livro vale a leitura, afinal, Barthes é Barthes. Para Barthes (2010, p.11) o livro deve demonstrar que me deseja, e este desejo me é transmitido pela "escritura, isto é, pela ciência das fruições da linguagem, seu kama-sutra". O texto de prazer, para Barthes (2010, p. 20) é "aquele que contenta, enche, dá euforia, aquele que vem da cultura, não rompe com ela". Este texto do prazer "seria irredutível a seu funcionamento gramatical (fenotextual), como o prazer do corpo é irredutível à necessidade fisiológica. O prazer do texto é esse momento em que meu corpo vai seguir suas próprias ideias - pois meu corpo não tem as mesmas ideias que eu" (BARTHES, 2010, p. 24). De acordo com Barthes (2010, p. 42) "o texto é a linguagem sem o seu imaginário, é o que falta à ciência da linguagem para que seja manifestada sua importância geral". Barthes (2010, p. 62) nota que "o prazer do texto pode definir-se por uma prática: lugar e tempo de leitura". O autor também argumenta que nada garante que um texto vai me proporcionar prazer duas vezes. Pois a segunda vez que irei lê-lo eu já serei outra pessoa, com outras ideias, outras vivências, e assim, o texto não fará o mesmo sentido que um dia já fez. Para Barthes (2010, p. 77) "o prazer do texto é isto: o valor passado ao valor suntuoso de significante". Este é um pequeno resumo, porém o livro é pequeno e vale a pena dar uma olhada no restante das explanações que constam nele. Porque afinal, ler e saber é sempre um prazer.

    16 curtidas

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    Roland Barthes

    Roland Barthes foi múltiplo. Intelectual, escritor, professor, pintor amador, não apenas transitou entre diferentes correntes do pensamento como também as forjou. Foi da crítica ideológica de inspiração marxista à semiologia dura, da teoria do texto a partir das sensações ao estudo da fotografia. Seus objetos de interesse eram inusitados: dos romances de Balzac aos tecidos de organza, do sabão em pó ao haicai. Não é à toa que sua obra influenciou — e continua a fazê-lo — a filosofia, a antropologia, os estudos literários, a linguística, a teoria da comunicação e as artes visuais e performáticas. Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão. Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.

    50 Livros
    104 Seguidores
    Normandia, França

    Roland Barthes