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    O Cânone Ocidental -

    Harold Bloom

    Objetiva
    1995
    552 páginas
    18h 24m
    ISBN-13: 9798573020518
    Português Brasileiro
    4.1
    83 avaliações
    Leram189Lendo46Querem499Relendo1Abandonos14Resenhas8
    Favoritos12Desejados499Avaliaram83

    Considerado uma obra prima pela crítica especializada, este livro investiga alguns expoentes da literatura ocidental - como Shakespeare, Joyce, Beckett, Proust, Neruda, Borges e o contemporâneo Tony Kushner, entre outros.

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    Resenhas (8)Ver mais
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    Carla Silva28/02/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Brilhante com limitações

    Para começar, achei o livro um exemplo brilhante da capacidade de Bloom de nos transmitir sua paixão reverente pela Literatura. Sua cruzada em protesto contra a banalização da cultura e do ensino de literatura faz sentido nessa época de politicamente correto - politica de mediocridade, isso sim. Mas há defeitos: Bloom fica tão empolgado com a idéia motriz - provar que todos os 'grandes' devem algo a Shakespeare, que faz algumas omissões e análises canhestras: 1º, ele omite os trágicos gregos, pois não vai poder provar que eles devem algo a Shakespeare, tendo vivido séculos antes do bardo; 2º, sua interpretação de Dante é esquisita, parcial, soando incompleta; ainda que se possa justificar pela falta de espaço, suspeito que teve algo a ver com o mesmo 'problema' que o levou a omitir os gregos: Dante viveu e criou uma obra extraordinária antes do tempo de Shakespeare; então, como Ésquilo, Sófocles & cia, nada deve ao autor de "Hamlet". Mas O Cânone Ocidental é obra que merece se tornar de referência. É verdade, eu trocaria o capítulo sobre Tolstoi por Dostoiévski, e eliminaria Freud em prol de, digamos, D.H. Lawrence ou Henry James. Mas nada é perfeito.

    23 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 83
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Harold Bloom profile picture

    Harold Bloom

    Harold Bloom foi um professor e crítico literário estadunidense. Ele ficou conhecido como um humanista porque sempre defendeu os poetas românticos do século XIX, mesmo num tempo em que suas reputações eram muito baixas. Bloom é autor de diversas teorias controversas sobre a influência da literatura além de um defensor ferrenho da literatura formalista (a arte pela arte), em oposição a visões marxistas, historicistas, pós-modernas, entre outras. Em Contos e poemas para crianças extremamente inteligentes de todas as idades, coletânea de contos organizada por Bloom e editada em português, Bloom afirma que foi um menino bastante solitário apesar de rodeado por familiares carinhosos, e continua solitário depois de uma vida inteira dedicada ao ensino, à leitura e à escrita. "Mas teria estado bem mais isolado se poemas e histórias não tivessem me alimentado, e se não continuassem a me incentivar", completa. Bloom é um dos grandes impulsionadores contemporâneos do conceito de Cânone Ocidental. Shakespeariano, um dos grandes defensores da chamada "bardolatria", escreveu Shakespeare - A Invenção do Humano e Hamlet - Poema Ilimitado, dois grandes ensaios sobre o bardo. Terry Eagleton, teórico da literatura, afirma que "a teoria literária de Bloom representa uma volta apaixonada e desafiadora à ‘tradição’ romântico protestante". Para ele "a crítica de Bloom revela com clareza o dilema do liberal moderno, ou humanista romântico, o fato que não é possível uma reversão a uma fé humana otimista, serena, depois de Marx, Freud e do pós-estruturalismo, mas que por outro lado qualquer humanismo, como o de Bloom, tenha sofrido as pressões agônicas dessas doutrinas". Lecionou durante muitos anos as disciplinas de humanidades na Yale University e inglês na New York University. Morreu em 2019.

    49 Livros
    59 Seguidores
    Nova Iorque, Estados Unidos

    Harold Bloom