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    Crónica dos Feitos da Guiné -

    Gomes Eanes de Zurara

    Alfa
    1989
    229 páginas
    7h 38m
    ISBN-4: 0000
    Português Brasileiro
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    A Crónica dos Feitos da Guiné também conhecida com as designações de Crónica do Infante D. Henrique ou Livro dos feitos do Infante, foi redigida pelo cronista Gomes Eanes de Zurara sob o reinado de D. Afonso V, entre 1452 e 1453, e posteriormente refundida pelo próprio cronista após 1460. Por carta de 1453, o historiador envia ao soberano a crónica que escrevera a seu pedido, com o propósito de pôr "em scripto os feitos do Senhor Iffante Dom Henrique". A crónica é, pois, constituída por dois textos contíguos: uma primeira parte onde compõe um longo panegírico do Infante enquanto propulsor das descobertas na costa africana e uma segunda parte onde se ocupa da narrativa minuciosa das expedições realizadas a essas paragens. Sucessivas publicações, desde o século XIX, levantaram a polémica sobre a organização e datação dos textos, sugerindo a possibilidade de se tratar de dois textos independentes: um, a tal crónica particular do Infante a que se refere em 1453, e o outro, um relato sobre os feitos da Guiné, inspirados numa crónica perdida de Afonso Cerveira. A hipótese da fusão de dois textos autónomos parece hoje abandonada em favor de um texto refundido, cuja estrutura oferece a coerência de constituir uma exaltação global do papel do Infante na causa dos Descobrimentos. Com efeito, enquanto nas outras suas três crónicas, a Crónica da Tomada de Ceuta, a Crónica de D. Pedro de Meneses e a Crónica de D. Duarte de Meneses, Zurara se ocupa da conquista e solidificação do domínio dos portugueses no Norte de África, na Crónica dos Feitos da Guiné, o cronista apresenta os feitos dos navegadores na Guiné e nas ilhas do Atlântico como uma empresa endossada quase exclusivamente ao Infante.

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    Gomes Eanes de Zurara

    Gomes Eanes de Zurara (1410-1474), também grafado como Gomes Eanes de Azurara, foi Guarda-Conservador da Livraria Real, cerca do ano de 1451. Foi, depois de Fernão Lopes, em 1454, Guarda-Mor da Torre do Tombo. Nos seus escritos, reflectindo o ambiente subsequente ao encontro de Alfarrobeira, Zurara está para o seu antecessor, Fernão Lopes, como a crónica dos heróis estará para a crónica de um povo.

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