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    O livro dos esnobes -

    William Makepeace Thackeray

    L&PM Pocket
    2008
    332 páginas
    11h 4m
    ISBN-13: 85.254.0915-4
    Português Brasileiro
    3.5
    47 avaliações
    Leram44Lendo6Querem69Relendo0Abandonos4Resenhas5
    Favoritos1Desejados69Avaliaram47

    Gabando-se de "ter um olho clínico para os esnobes", Thackeray (1811-1864) dilacera a Inglaterra de sua época cumprindo sua promessa de "enfiar a lança na sociedade e sair rico com veios de minério-de-esnobe". Ao fazê-lo, ninguém é poupado, por mais poderoso que seja. O rei George IV, anfitriãs de banquetes, arrogantes turistas britânicos, clérigos emproados e vistosos rapazes... todos caem sob seu olho crítico, para emergir batidos e amedrontados. Na época em que foram publicados na revista Punch de Londres, esses artigos fizeram enorme sucesso, mesmo entre as pessoas atingidas pelas estocadas de Thackeray. Hoje, passados mais de um século, temos o retrato arguto e bem-humorado da Inglaterra vitoriana construído por um de seus maiores escritores. Um livro que delicia pela ironia engraçada e pela refinada elegância com que Thackeray destrói desafetos e descreve um mundo aristocrático pleno de arrivistas e aventureiros. Nascido em Alipur, Calcutá, William Makepeace Thackeray, foi enviado por sua mãe para estudar na Inglaterra logo após a morte de seu pai. Forma-se em direito e acaba arruinado financeiramente após o fracasso de um jornal literário de sua propriedade. Escreve compulsivamente e colabora com jornais e revistas da Inglaterra. Em 1848 escreve Vanity Fair, sua obra-prima, que causa grande alvoroço e influi diretamente na literatura de seu tempo.

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    Resenhas (5)Ver mais
    Marta  Skoober picture
    Marta Skoober26/05/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Durante toda a minha vida carreguei livros comigo para onde quer que eu fosse, às vezes um, às vezes dois, mas geralmente três. Carregava meus livros na bolsa pelas ruas da cidade e aquilo para mim era normal, apesar de ter que ouvir minha mãe perguntar, vezes sem fim: "Menina, por que tem que carregar pedra na bolsa?" Até que os ombros começaram a reclamar, foi aí que corri à procura de livros de bolso. No início comprava três ou quatro por vez, o critério de escolha? Nenhum. Esse comprei pela capa, não conhecia Thackeray e mal lembrava de seu A feira das vaidades, esse já havia lido algo a respeito. E já faz um bom tempo que ele estava nas prateleiras. E paradoxalmente agora eu o leio em ebook, coisas de quarentena. Uma coletânea sempre pode envolver altos e baixos, é sempre bom ter isso em mente quando resolvemos nos aventurar nesse tipo leitura, "O livro dos esnobes" não é diferente. Thackaray tem um olhar aguçado e um senso de humor que me fez lembrar muito Wodehouse. Os esnobes do campo foram meus ensaios favoritos. Livro disponível no Kindle Unlimited Grifos: "Temos falhas e afetações diferentes e a nobreza já não domina mais a vida social, econômica e política, mas O livro dos esnobes nos diz muito sobre a natureza humana que ainda hoje é pertinente e nos proporciona uma clara visão da sociedade na Inglaterra vitoriana." "Sir George é mais asno aos sessenta e oito anos do que era quando entrou para o exército, aos quinze." "Escrevia todos os anos resmas de sermões tão bem-intencionados quanto enfadonhos." "Se você considera, caro leitor, o profundo esnobismo que o sistema universitário produz, vai admitir que já é hora de atacar algumas dessas superstições feudais da Idade Média."

    8 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 47
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas19%
    • 1 estrelas0%
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    William Makepeace Thackeray

    William Makepeace Thackeray (Calcutá, 18 de julho de 1811 — 24 de dezembro de 1863) foi um romancista britânico, de prestígio equiparado ao do grandioso Charles Dickens. De família abastada, foi enviado a Londres (1816), após a morte do pai, um funcionário colonial, para continuar seus estudos. Estudou no Trinity College, em Cambridge (1828-1830) e, posteriormente, viajou pela Europa continental. Casou-se em Paris (1836), com Isabella Shawe, que acometida de uma doença mental, deixou-o perturbado pelo resto da vida. Falido, voltou para Londres (1837) e se dedicou ao jornalismo. Na capital inglesa ganhou popularidade com a publicação, em capítulos, de Vanity Fair (1847-1848), um romance de costumes. A maioria de suas obras foi publicada na imprensa antes das edições em livro. Respeitado pelo público e pelos especialistas, desenvolveu nos anos seguintes um trabalho ativo como conferencista, tanto em seu país como nos Estados Unidos. Sua obra foi marcada pela alternância entre textos puramente cômicos ou paródias com romances históricos sobre a sociedade britânica e americana. Seus livros mais conhecidas foram a coletânea de ensaios The Book of Snobs (1848) e o romance Barry Lyndon (1852), The History of Pendennis (1848-1850), The History of Henry Esmond (1852), a coletânea de palestras The English Humourists of the Eighteenth Century (1853) e The Virginians (1857-1859). Nos seus últimos anos revelou um crescente interesse pela análise dos sentimentos pessoais, até que morreu em Londres

    12 Livros
    11 Seguidores

    William Makepeace Thackeray