Os genes determinam a inteligência? Timidez vem de casa? Á possível mudar nosso jeito de ser? As novas respostas que a ciência tem para o maior dos mistérios: você. Por Maria Sgarioni e Leandro Narioch
Superinteressante Nº 248 (Janeiro de 2008) - Personalidade: Por que você é assim?
Editora Abril
Janeiro de 2008
"Por que você é assim?" Trouxe indagações comuns e importantes sobre a personalidade, os fatores determinantes dela, com dissertações sobre genes, influência dos pais, das amizades e estilo de educação. O texto é interessante, mas não me convenceu em pelo menos duas opiniões. Obviamente sou leigo, mas o exercício da criticidade, equivocada ou não, tem valor, é caminho para aprendizagens... A primeira foi o parecer fechado de que não depende de fatores genéticos. Mas então como explicar a diferença abismal entre recém-nascidos... Trabalhei em abrigo infantil e passei em estágio pela maternidade, notando muito disso, mesmo entre irmãos. Faltou abordagem no texto. A pessoa tem as influências descritas, mas tem suas particularidades natas. Não vou dizer que são genes, mas quero entender então o que é.... Já digo também que na minha subjetividade creio em Deus. O outro ponto que me permiti não assimilar foi o parecer do médico especialista que disse que podemos mudar de personalidade e vivemos mudando sempre. Creio que a personalidade é única e podemos aprender a lidar melhor nos aspectos que podem ser positivos ou negativos, mas a personalidade nata vai estar lá. Oche! E eu não queria ser tão tímido... Vou sempre ser. Lembrei agora de grandes atores que não imaginamos pela presença extrovertida, mas se declaram introvertidos, só aprenderam a lidar com suas características, não alterá-las. É maturidade. Será que afinal registrei só bobagem... "Quem foi? Sobre Julia Pastrana" Triste história da mexicana, no século 19, que deu origem aos freak shows de Monga, a mulher-macaco. Racismo, exploração e ignorância na sociedade. "Lobo em pele de papagaio" Sobre a presença do Brasil na América do Sul, discuntindo-se se é país imperialista ou não. Assim o define, imperialista, países como o Paraguai (por conta das arbitrariedades da Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai) e outras nações menos desenvolvidas (que se manisfestam como exploradas e prejudicadas pelo Brasil em laços diplomáticos (foi citada a Bolívia, que em 2006-2007 teve crise diplomática com os brasileiros por se sentirem prejudicadas na exploração do petróleo em seu território e assim invadiram concessões da Petrobrás). De fato, como outras nações, o país tenta levar vantagens. No caso boliviano algo que a imprensa brasileira não deu ênfase foi a localização das plantas da Petrobrás em santuários ecológicos e terras indígenas, o que é proibido em nosso país (mas no território alheio nem se importou, né!). Por outro lado, a reação do país foi conciliadora e, segundo o texto, fez acordos que foram favoráveis aos bolivianos. Isso contrasta com a historicidade de países historicamente imperialistas, que na ausência de ganhos, estimularam ditaduras, instigaram crises e assim promoveram desordem para a competitividade onde haviam sido repudiados (a reportagem ilustrou com a relação histórica entre EUA e Oriente Médio). Achei desnecessária e nem entendi a ilustração perturbadora da Carmem Miranda. Fiquei com o parecer que existe sensacionalismo no assunto e as relações estão aquém do imperialismo como o conhecemos e, como nossos vizinhos, também somos explorados. As nações sulamericanas deveriam se fortalecer mutuamente, em tratados que as favoreçam e se impõem contra os verdadeiros imperialistas. Essas e outras na edição.
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