Caetano começa falando do vazio da estética Rock and Roll dos santamarenses, que se conectavam apenas ao figurino e não ao perfil revolucionário americano. Fala das hipocrisias de uma cidade católica, sagrada e profana. Fala de sua vida lá quando criança, da criança extrovertida e artista que foi, das influências do cinema europeu, das músicas tradicionais brasileiras (João Gilberto, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga). Bethânia e Caetano se mudam pra estudar em Salvador e começam a se envolver com arte. Vão pro Rio e Bethânia começa o espetáculo cantando Carcará e depois se fixa nas noites cariocas. Nessa época a bossa nova é o principal ritmo. Caetano tem mais interesse pelo cinema e acredita que seus dotes musicais são muito modestos. Começam as primeiras composições que irão fazer parte do tropicalismo, como Paisagem Útil e Alegria Alegria. Nessa época Elis Regina fazia sucesso nos programas de TV, duelava com Nara, que juntamente com Gil, Caetano, Bethânia, Gal, os Mutantes e Tom Zé lançaram o primeiro disco do Tripicalismo, esse movimento cultural que envolvia várias expressões artísticas. Caetano começa a ter mais aparições na TV, nos festivais de música, e começa a ganhar dinheiro. Se muda pra SP e vive bem feliz com Dedé, recebendo amigos, hospedando artistas; ele relata suas primeiras experiências com drogas, mas não curtiu. O relato da censura, da ditadura e da prisão são fortes e tristes. Caetano é detalhista no relato e dá pra imaginar os tempos sombrios do período. Seu relato do primeiro Carnaval na Bahia após a prisão foi muito poético, emocionante.