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    Verdade Tropical -

    Chico Buarque

    Companhia das Letras
    1997
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-13: 9788571647121
    Português Brasileiro
    4
    754 avaliações
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    Verdade tropical é em parte uma autobiografia: ao mesmo tempo em que descreve sua formação musical e o desenvolvimento de seu trabalho como cantor e compositor, Caetano Veloso narra períodos decisivos de sua vida pessoal - a infância e a adolescência em Santo Amaro, por exemplo, ou o primeiro casamento, a prisão em 68 e o exílio em Londres. Seu tema é também a música popular, sobretudo o tropicalismo, e sua relação com outras manifestações musicais, como a bossa nova, a jovem guarda e os festivais da canção. Num plano mais amplo, Verdade tropical reflete sobre questões que eclodiram nas décadas de 60 e 70, como as drogas, a sexualidade, a ditadura.

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    Resenhas (41)Ver mais
    Tiago Porto picture
    Tiago Porto12/06/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Admiro mais ainda Caetano depois do livro

    Caetano começa falando do vazio da estética Rock and Roll dos santamarenses, que se conectavam apenas ao figurino e não ao perfil revolucionário americano. Fala das hipocrisias de uma cidade católica, sagrada e profana. Fala de sua vida lá quando criança, da criança extrovertida e artista que foi, das influências do cinema europeu, das músicas tradicionais brasileiras (João Gilberto, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga). Bethânia e Caetano se mudam pra estudar em Salvador e começam a se envolver com arte. Vão pro Rio e Bethânia começa o espetáculo cantando Carcará e depois se fixa nas noites cariocas. Nessa época a bossa nova é o principal ritmo. Caetano tem mais interesse pelo cinema e acredita que seus dotes musicais são muito modestos. Começam as primeiras composições que irão fazer parte do tropicalismo, como Paisagem Útil e Alegria Alegria. Nessa época Elis Regina fazia sucesso nos programas de TV, duelava com Nara, que juntamente com Gil, Caetano, Bethânia, Gal, os Mutantes e Tom Zé lançaram o primeiro disco do Tripicalismo, esse movimento cultural que envolvia várias expressões artísticas. Caetano começa a ter mais aparições na TV, nos festivais de música, e começa a ganhar dinheiro. Se muda pra SP e vive bem feliz com Dedé, recebendo amigos, hospedando artistas; ele relata suas primeiras experiências com drogas, mas não curtiu. O relato da censura, da ditadura e da prisão são fortes e tristes. Caetano é detalhista no relato e dá pra imaginar os tempos sombrios do período. Seu relato do primeiro Carnaval na Bahia após a prisão foi muito poético, emocionante.

    23 curtidas

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    Francisco Buarque de Hollanda profile picture

    Francisco Buarque de Hollanda

    Chico Buarque, nome artístico de Francisco Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944), é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. Em 1969, com a crescente repressão da Ditadura Militar no Brasil, se auto-exilou na Itália, tornando-se, ao retornar, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador de dois Prêmios Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004 e por Leite Derramado, de 2009.

    80 Livros
    911 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Francisco Buarque de Hollanda