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    Justiça - O que é fazer a coisa certa

    Michael Sandel

    Civilização Brasileira
    2017
    350 páginas
    11h 40m
    ISBN-13: 9788520010303
    Português Brasileiro
    4.4
    3355 avaliações
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    Quais São Nossos Deveres para com os outros como pessoas de uma sociedade livre? O governo deve taxar o rico para ajudar o pobre? O livre mercado é justo? Pode ser errado, às vezes, falar a verdade? Matar pode ser moralmente necessário? É possível, ou desejável, legislar sobre a moral? Os direitos individuais e o bem comum conflitam entre si? O curso Justiça de Michael J.Sandel é um dos mais populares e influentes na Universidade de Harvard. Quase mil alunos aglomeram-se no anfiteatro do campus para ouvir Sandel relacionar as grandes questões da filosofia política aos mais prosaicos assuntos do dia e, neste outono, a rede pública de televisão transmitirá uma série baseada em suas aulas. Justiça oferece aos leitores a mesma jornada empolgante que atrai os alunos de Harvard. Este livro é uma exploração investigativa e lírica do significado de justiça que convida os leitores de todas as doutrinas políticas a considerar as controvérsias familiares de maneira nova e iluminada. Ação afirmativa, casamento entre pessoas do mesmo sexo, suicídio assistido, aborto, serviço militar, patriotismo e protesto, os limites morais dos mercados Sandel dramatiza o desafio de meditar sobre esses conflitos e mostra como uma abordagem mais firme da filosofia pode nos ajudar a entender a política, a moralidade e também nossas convicções. Justiça tem vida, provoca o raciocínio e é sábio uma nova e essencial contribuição para a pequena prateleira dos livros que abordam, de forma convincente, as questões mais difíceis da nossa vida cívica.

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    Felipe Moitta05/10/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O que é fazer a coisa certa?

    Genial!!! Um livro que está a altura do título, recomendo a TODOS, sem exceção. Há 3 principais linhas filosóficas sobre o que é o certo. O utilitarismo parte do pressuposto que devemos maximizar o prazer e evitar a dor, e o resto é como calcular isso. Não há diferença entre um tipo de prazer e outro. A ideologia libertária diz que somos livres e portanto defende um Estado Mínimo, é contra leis paternalistas e etc. Discute sobre o mercado e conceitos morais, se há limites morais para a atuação do mercado, se há bens ou serviços que nunca deveriam ser comercializados pela sua natureza. (órgãos humanos, vaga no exército..) Para Immanuel Kant o que importa é o motivo, isso torna alguma ação moralmente correta ou não. Só podemos escapar dos ditames da natureza e das circunstâncias se agirmos com autonomia, segundo uma lei que impomos a nós mesmos. Tal lei não pode ser condicionada por nossas vontades e nosso desejos particulares. Liberdade e moralidade são interligadas. Não deveríamos tratar seres humanos como objetos ou meios para atingir um fim, e sim como um fim em sí, respeitando sua condição de ser racional. John Rawls vem com a questão da equidade, que apenas será alcançada quando as decisões são tomadas sob um "véu de ignorância", o que impede a parcialidade. O seu talento não é seu, e é sorte a sociedade valorizar essas aptidões. A desigualdade de renda só é aceita a título de incentivo, desde que esses incentivos sejam necessários para melhorar a vida dos menos favorecidos. Nossa contribuição depende, pelo menos em parte, das aptidões cujos créditos não podemos reivindicar. Ação afirmativa no caso de cotas - levar raça e etnia em consideração para 1)correção de distorções em testes padronizados; 2)compensação por erros do passado e 3) promoção da diversidade. A justiça pode ser dissociada do mérito moral? Aristóteles - "quem merece o quê?". As discussões sobre justiça e direitos com frequência são discussões sobre o propósito, ou télos, de uma instituição social, o que, por sua vez, reflete noções conflitantes a respeito das virtudes que a instituição deveria valorizar e recompensar. "Só realizaremos plenamente nossa natureza como seres humanos se vivermos em uma pólis e participarmos da política." "A virtude moral resulta do hábito. (...) Tornamo-nos justos ao praticar ações justas, comedidos ao praticar ações comedidas e etc" Talvez não seja possível determinar o que é justo sem discutir a natureza da vida boa. Para Aristóteles a finalidade da associação política é cultivar a virtude dos cidadãos, aprender a levar uma vida boa; permitir que as pessoas desenvolvam suas capacidades e virtudes para deliberar sobre o bem comum, desenvolver um julgamento prático, participar da autodeterminação do grupo, cuidar do destino da comunidade como um todo. "A finalidade de uma pólis é uma vida boa, e as instituições da vida social são os meios de atingir essa finalidade." Ele não respeita as pessoas como seres livres e independentes, capazes de escolher sozinhos os próprios objetivos. Dilemas de lealdade trata do ser livre e responsável apenas pelo que consente e como alternativa à concepção voluntarista do indivíduo, MacIntyre desenvolve uma concepção narrativa. Vivemos nossa vida como uma jornada narrativa. Estamos atados por laços morais que não escolhemos e que não estão associados a um contrato social. Para Kant e Rawls, o certo tem primazia sobre o bom. Os princípios de justiça que definem nossos direitos e deveres devem ser neutros no que tange à definição de vida boa. Para chegar a lei moral, argumenta Kant, devemos abstrair nossos interesses e objetivos contingentes. Para deliberar sobre justiça, sustenta Rawls, devemos deixar de lado nossos apegos e convicções particulares vendo através de um véu de ignorância, sem saber a quem nossas decisões afetam.

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    Michael J. Sandel

    Michael J. Sandel (Minneapolis, 5 de março de 1953) é um filósofo, escritor, professor universitário, ensaísta, conferencista e palestrante estadunidense,[1] que ficou reconhecido internacionalmente pelo seus livros Justiça - O que é fazer a coisa certa? (2010) e Liberalismo e os limites da Justiça (1982). Michael Sandel é responsável pelo curso de Justiça e desde 1980 é professor de filosofia política da Universidade Harvard, fazendo palestras e aulas no mundo todo, sempre questionando os princípios contemporâneos de justiça com frases e aforismos instigantes e reflexivos.[2] Suas principais influências filosóficas são John Locke, Immanuel Kant, John Stuart Mill, John Rawls, Robert Nozick, Charles Taylor e Michael Walzer. De origem judaica, foi morar em Los Angeles com 13 anos de idade, sendo presidente da classe "senior" da Palisades High School em 1971, graduado na Universidade de Brandel, obtendo bacharelado em Política (1975), concluiu o doutorado no Balleol College em Oxford, Reino Unido. No Grupo Escolar Rhodes começa a estudar a obra do filósofo canadense Charles Taylor. Em 2014, esteve em Porto Alegre, no circuito de palestras do Fronteiras do Pensamento[3]

    7 Livros
    82 Seguidores
    Minnesota, Estados Unidos

    Michael J. Sandel