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    Os Três Mosqueteiros -

    Alexandre Dumas

    Generale / Editora Évora
    2011
    536 páginas
    17h 52m
    ISBN-13: 9788563993250
    Português Brasileiro
    4.2
    9978 avaliações
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    O jovem D'Artagnan deixa sua terra natal no interior da França (nas antigas Províncias da Gasconha e Occitânia: a "Baixa Navarra" -- território do "País dos Bascos") e chega à Paris para se tornar membro dos mosqueteiros, a guarda especial do Rei Luís XIII. Após alguns acontecimentos, vê-se em meio a um embate com três mosqueteiros, os amigos Athos, Porthos e Aramis. Os duelos, porém, estão proibidos na França. Assim, inesperadamente, eles são flagrados pelos guardas do Cardeal Richelieu, que os atacam impiedosamente. Nesse momento, d'Artagnan se une aos três destemidos mosqueteiros, e, juntos, saem vitoriosos do combate. Os quatro se tornam companheiros inseparáveis e adotam o lema "Um por todos, todos por um!". Eles combatem em nome do rei e pela defesa da honra da rainha, vivendo uma sequência de momentos de tensão, ameaças e aventuras eletrizantes. As suas vidas estão sempre por um fio. Entre lutas de espadas memoráveis e perseguições alucinantes, os quatro bravos guerreiros correm contra o tempo para moderar os avanços e manobras mais abusivas de Richelieu; se defender das armações da bela Milady de Winter e do Duque de Buckingham. Recheado de intrigas, romance, bom humor, suspense e batalhas espetaculares, "Os três mosqueteiros" é um clássico da literatura mundial que continua encantando gerações de leitores. Na obra, Dumas relata cuidadosamente cada aventura vivida pelo quarteto, mesclando conhecimento histórico e ficção, numa reconstituição fiel do cenário político e social da França do século XVII. Não ficam de fora as conspirações e tramas palacianas, principalmente quando entra em cena o cardeal Richelieu, conselheiro de “Suas Majestades Cristianíssimas" de França e Navarra (S.M.C.). A primeira publicação de Os Três Mosqueteiros é de 1844, no formato de folhetim. No mesmo ano, a obra fez tanto sucesso nos periódicos parisienses, que foi lançada como livro pelas Edições Baudry. Em 1846, foi reeditada por J. B. Fellens e L. P. Dufour e ganhou ilustrações de Vivant Beaucé. Desde então, foram realizadas várias adaptações do texto original para peças de teatro, obras infanto-juvenis, quadrinhos, desenho animado e cinema, que já teve umas vinte versões, desde filmes mudos até o mais recente, 3D.

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    Diana Tenório picture
    Diana Tenório07/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Um por todos e todos por um” — você já ouviu essa frase, eu sei

    “Os Três Mosqueteiros” é um nome que carrego desde criança, porque, mesmo sem ter lido o livro, minha infância foi cheia de referências: na TV, em desenhos para pintar, citado em outras histórias ou simplesmente em uma brincadeira. Os clássicos carregam essa magia que não tem compromisso com o tempo: atravessam-no e se fazem conhecidos antes mesmo de serem abertos. Não sei se conseguirei expressar o quão doce foi essa jornada que, de certa forma, começou quando eu ainda era menina, mas adianto que encontrei um universo muito mais vasto, encantador e divertido do que imaginei. É importante ressaltar, antes de mais nada, que Dumas teve acesso a registros e crônicas históricas daquele período (anos 1600) para basear a história que foi publicada há quase 200 anos (1844), e que mistura acontecimentos e personagens reais — como o rei Luís XIII, a rainha Ana da Áustria e o ambicioso Cardeal Richelieu — com figuras ficcionais, como os próprios mosqueteiros. Ele juntou duas das coisas que mais amo: história e aventura. E nem preciso dizer o quanto eu gostaria de ter essa esperteza e criatividade para escrever uma história. À primeira vista, ele parece não ter feito muito esforço para construir sua trama: encontrou uma França cheia de conflitos internos e jogos de poder externos, além de dilemas sociais, e adicionou alguns personagens que dariam um certo alívio cômico àquelas tensões. Como não daria certo? Mas só um escritor engenhoso como Dumas saberia aproveitar esse tipo de contexto histórico, lapidá-lo e transformá-lo em entretenimento de excelente qualidade, entregando ação, emoção e uma experiência inesquecível. Não posso continuar sem falar de nossas grandes estrelas: o jovem destemido e sonhador d’Artagnan, que sai de sua terra em busca do título de mosqueteiro do rei e, em Paris, conhece os três mosqueteiros: o nobre e reservado Athos, que carrega segredos do passado e é atormentado por eles; o pomposo e de bom coração Porthos; e o elegante Aramis, que vive dividido entre a vida militar e o desejo de ser padre. São eles que, juntos, carregam o lema “Um por todos e todos por um” e nos ensinam sobre honra, lealdade, amizade e coragem. Agora, enquanto escrevo esta resenha, penso no quão frágeis os relacionamentos podem ser — e em como, na mesma intensidade, podem se corromper por motivos tão banais como dinheiro ou status. Esses homens me impactaram por estarem prontos a morrer uns pelos outros, e suas ações demonstram isso ao longo de toda a narrativa. Eu prezo muito as amizades e sou leal a elas, e foi muito bonito vê-los tão comprometidos não só com suas obrigações como mosqueteiros, mas como verdadeiros amigos. A leitura é ágil, envolvente e faz a gente se sentir dentro da história, acompanhando os duelos cheios de ação, os diálogos engraçados e as situações mais inesperadas. Quando vemos, os mosqueteiros já estão metidos em outra aventura, e a gente vai junto, rindo, torcendo e se sentindo parte das confusões, das conspirações e das trapalhadas. Cada um deles tem um jeito muito próprio, e, embora d’Artagnan seja o campeão das confusões e das cenas mais cômicas, todos acabam nos fazendo rir. Eu e Luiz, meu parceiro de vida e leitura, nos divertimos demais com as conversas e as enrascadas em que eles se metem. As risadas começaram logo no início, com a presença marcante do jovem d’Artagnan encontrando os mosqueteiros e marcando um duelo com cada um deles — se tem alguém que gosta de briga, esse alguém é o d’Artagnan, o famoso “cabeça quente”. Se não fosse pelo contexto histórico, pela ambientação e por já ter uma ideia do enredo, eu nem perceberia que estava lendo um clássico. A narrativa é leve, cativante e tão envolvente que parece escrita para qualquer tempo. Acredito que, quando estávamos chegando da metade para o final da leitura, Luiz comentou comigo que achava que as coisas estavam demorando a acontecer — percepção que eu, sinceramente, não tive. E acho que muita gente pode acabar sentindo que a história se arrasta um pouco em certos momentos, como se faltasse uma preparação para levar o leitor a um final fascinante. Mas parece que o Dumas, como se tivesse um pressentimento disso, não só atende às expectativas que seus leitores poderiam colocar na obra, como, na minha opinião, as supera. A história toma um rumo diferente, mais maduro, e se afasta daquela atmosfera leve do começo. Somos envolvidos em uma subtrama que apresenta uma das vilãs mais notáveis que já conheci na literatura. É como se Dumas estivesse contando uma história para uma criança e, de repente, se surpreendesse com o próprio tom da narrativa, percebendo que ela ainda não estava pronta para o que vinha a seguir. Lembro de sentir algo parecido quando lia O Conde de Monte Cristo, quando o final ganhou uma força que me fazia não querer parar de ler. Se antes eu já admirava o autor, depois de ver, mais uma vez, o seu brilhantismo em criar reviravoltas, passei a admirá-lo ainda mais. Se você é o tipo de leitor que começa um livro sabendo qual é a sua proposta, mas ainda assim espera algo a mais, tenho certeza de que vai gostar dessa obra. Por fim, “Os Três Mosqueteiros” é um clássico para ser lido em qualquer idade, eu diria, mas fico feliz por só tê-lo lido agora, aos 29 anos, e por ter tido o privilégio de sentir essa nostalgia — se é que podemos chamar de nostalgia algo que eu ainda não tinha vivido — e de perceber coisas que, com certeza, eu não enxergaria antes. A Diana de uns 9 anos adoraria dormir ouvindo a história desses bravos e engraçados mosqueteiros. A Diana de 29 também.

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