Numa região rural da Áustria, um médico se faz acompanhar pelo filho estudante em sua ronda entre os pacientes. Estes — do embrutecido dono de uma taverna ao rico aristocrata — formam uma galeria de personagens torturados. Ao longo de um único dia, o médico faz desfilar, aos olhos do narrador (e do leitor), pessoas que, sob uma tênue camada de "normalidade", são assombradas por impulsos que têm algo de homicida, incestuoso, desequilibrado, doentio ou cruel. Neste romance profundamente pessimista, mas não menos fascinante, sente-se a onipresença da morte. Na agonia de uma anciã, nas alusões ao suicídio, no assassinato brutal de uma mulher ou nos pássaros raros, estrangulados um a um pelas mãos ásperas dos trabalhadores de um moinho.



