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    O Ópio dos Intelectuais -

    Raymond Aron

    Unb
    1980
    257 páginas
    8h 34m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    22 avaliações
    Leram45Lendo23Querem518Relendo1Abandonos4Resenhas1
    Favoritos5Desejados518Avaliaram22

    O Ópio dos intelectuais procura desvendar as razões pelas quais uma proposta aparentemente laica, como a marxista, pudera transformar-se num dogma milenarista. Não teve maior impacto sobre a intelectualidade francesa e serviu sobretudo para que o autor concebesse um programa de trabalho destinado a mostrar a fragilidade e a inconsistência do marxismo, que executou ciosamente a partir de então e nas décadas seguintes. De todos os modos, abriu a pensadores independentes, em toda parte do mundo, a possibilidade de dissentir dos comunistas sem cair nas armadilhas do anticomunismo profissional que então chegou a grassar, nos marcos da guerra fria entre o campo ocidental e o império soviético.

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    Resenhas (1)Ver mais
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    G.Bay10/04/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Muito bom

    Raymond Aron foi um filósofo, como tal, o livro é escrito de acordo. Ou seja, para quem não é da área ou não está acostumado o livro pode ser por vezes enfadonho, cansativo e chato. Em vários momentos a revisão histórica me pareceu desnecessária, pois meu interesse estava mais na "lógica" por trás da coisa. Alguns dos exemplos aprofundados são muito peculiares da França e o autor não se debruça sobre a América Latina. Depois do meio para o final, o livro fica melhor. O capitulo de conclusão é brilhante. Ainda assim um livro muito válido, especialmente para alunos de cursos de humanas. Para os anti-marxistas de intelecto fraco, coxinhas e afins, o livro não sera de bom proveito. Para aqueles que já se converteram ao marxismo, será um desafio. Como um livro para "desconstrução do marxismo" eu diria que não é o melhor, é bom, porém o propósito dele não é esse. O propósito do livro é comparar a forma como muitas pessoas encaram o marixsmo de maneira dogmática e a coisa se torna literalmente uma religião. Era isso que o velho barbudo queria? Provavelmente não, mas da maneira como ficou exposta a teoria parece levar quase sempre a esse caminho... O que eu recomendaria para "desconstrução do marxismo", especialmente como uma introdução, então ? Obviamente o Manifesto Comunista. A melhor maneira de desconstruir algo é entender como este algo foi construído. Em seguida o "Sócrates encontra Marx" para iluminar algumas coisas...

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 22
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Raymond-Claude-Ferdinand Aron profile picture

    Raymond-Claude-Ferdinand Aron

    Foi um importante filósofo, sociólogo, jornalista, comentarista e cientista político francês. <br /> <br /> Seguiu a carreira de um acadêmico extraordinariamente bem-sucedido, superando seus pares em todas as etapas. Frequentou as classes de elite do Lycée Condorcet, foi admitido na École Normale Supérieure em um momento em que ela ainda era a principal grande école do país, prestou exame de agrégation nacional em filosofia em 1928 e foi premiado com o primeiro lugar. Preparou e defendeu uma tese de doutorado em filosofia e era universalmente considerado o filósofo mais promissor de sua geração quando a Segunda Guerra Mundial deu um fim temporário a sua carreira acadêmica. <br /> <br /> Depois da guerra, ele adiou seu retorno à universidade por algum tempo, voltando suas atenções para o jornalismo - ele escreveria cerca de 4 mil artigos editoriais para Le Figaro e outros jornais no decorrer das décadas do pós-guerra -, mas em 1954 foi nomeado para a cátedra na Sorbonne (embora em sociologia) para a qual havia muito tempo ele parecia destinado. Desde então, até sua eleição tardia para uma cátedra no Collège de France, em 1971, o progresso de Aron foi sempre bloqueado por uma aliança de facto de adversários de esquerda e de direita, mas foi mesmo assim eleito membro da Académie de Sciences Morales et Politiques em 1963, e lecionou em um seminário regular na École des Hautes Érudes em Sciences Sociales. Quando de sua morte, era amplamente respeitado, nas palavras de François Furet, "não apenas um grande professor, mas o maior professor na universidade francesa."

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    Raymond-Claude-Ferdinand Aron