Superinteressante N° 301 (Fevereiro de 2012) - Como fazer um superbebê

    Abril

    Abril
    2012
    82 páginas
    2h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    fev/2012 - Como fazer um superbebê. Eles serão projetados por cientistas, terão imunidade contra doenças e a aparência que os pais escolherem. Conheça os bebês de laboratório - porque um dia você vai ter um. E eles já começaram a nascer.

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    R .21/10/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Fevereiro de 2012

    "Como fazer um superbebê" A capa diz tanto sobre a reportagem e seus desdobramentos, só reparar... Acompanhe... A mensagem dessa matéria é a possibilidade da engenharia genética de eliminar doenças que a pessoa pode desenvolver na vida (como diabetes, câncer, obesidade) numa intervenção no estágio embrionário, o que é algo positivo. Mas não somente isso, a genética, em tese, também poderá maximizar qualidades como força, inteligência, beleza, etc e tal, e aí, ilustrando o exemplo de perfeição visada, num país de descendência ameríndia, afrodescendente e latino americano como o nosso, a idealização do supra sumo científico é de um europeu (nada contra). Perceberam? Implicitamente estão destacadas outras possibilidades da tal engenharia, correlacionadas ao fenótipo e aí, eis o ideal na capa! Não digo que foi proposital, mas o ser humano às vezes nem percebe suas atitudes... O que quero dizer é que a humanidade tem "o dom" de deturpar tudo, cagar mesmo (não é o caso da reportagem, é um pensamento) e assim a possiblidade genética também pode gerar (ainda que não percebam) um tipo de eugenia. A sociedade, em torno disso, também pode desenvolver mecanismos de valorização ao fato. Se os homens nascem "sob encomenda", também pode haver uma sociedade específica sob encomenda, com caracterizações como cadastro genético seletivo para emprego, coisa e tal, e lá nós nos excluídos... tipo admirável mundo novo com os selvagens... Positiva a possibilidade de eliminar doença no nível de genes (louvado seja Deus!), mas a história também não fica por aí e cagamos tudo como nossas velhas disposições... Só um devaneio...

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