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    A Vida Modo de Usar -

    Georges Perec

    Companhia das Letras
    1991
    576 páginas
    19h 12m
    ISBN-10: 857164196X
    Português Brasileiro
    4.3
    98 avaliações
    Leram148Lendo27Querem725Relendo3Abandonos22Resenhas7
    Favoritos14Desejados725Avaliaram98

    A Vida Modo de Usar traça diversas narrativas não-lineares, em que os intervalos de leitura são seccionados pela passagem dos capítulos amarrados um ao outro através de um trajeto arquitetonicamente elaborado e esquecido. Não se pensa aqui simplesmente em um romance. O livro gira em torno de alguns segundos que se passam num edifício imaginário em Paris, no dia 23 de junho de 1975, por volta das oito horas da noite. São janelas vazias que se preenchem, indo de cômodo em cômodo, apartamento em apartamento, atravessando todo um tabuleiro de opções narrativas. Cada capítulo é escrito de um modo. Cada lugar tem o nome de um morador. Cada morador tem a sua história. Temas vão se sucedendo, histórias vão se entrelaçando, descrições vão esgotando aquele típico lugar parisiense. Sobre esta obra de Georges Perec, Italo Calvino escreve: "Exemplo daquilo que chamo de hiper-romance é A vida, modo de usar, romance extremamente longo, mas construído com muitas histórias que se cruzam (não é por nada que no subtítulo traz romances no plural), renovando o prazer dos grandes ciclos à la Balzac. Creio que este livro, publicado em Paris em 1978, quatro anos antes da morte prematura do autor aos 46 anos, talvez seja o último verdadeiro acontecimento na história do romance. E isso por vários motivos: o incomensurável do projeto nada obstante realizado; a novidade do estilo literário; o compêndio de uma tradição narrativa e a suma enciclopédica de saberes que dão forma a uma imagem do mundo; o sentido do hoje que é igualmente feito com acumulações do passado e com a vertigem do vácuo; a contínua simultaneidade de ironia e angústia; em suma, a maneira pela qual a busca de um projeto estrutural e o imponderável da poesia se tornam uma só coisa".

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    Resenhas (7)Ver mais
    Talita M. Bueno Ferraz picture
    Talita M. Bueno Ferraz26/07/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Para quem gosta de livros descritivos

    A história do livro são muitas histórias em uma. Conta sobre a vida de todos os moradores de um prédio de apartamentos em Paris, seus antepassados,antigos moradores, donos do prédio e também do próprio prédio. Existe um personagem principal que é Percival Bartlebooth, ele ganha uma herança de seu tio e com ela faz um projeto de vida para os próximos 50 anos: se dedicar inteiramente a fabricação, montagem e destruiçao de puzzles. O livro em si é muito bom, pela riqueza de detalhes e pelo conhecimento do autor que versa sobre os mais variados assuntos. Porém os capitulos são muito descritivos, o autor destaca todos os ambientes em minúcias, o que chega a ser cansativo. Além disso, como conta diversas histórias e todas são entrecortadas, às vezes, é díficil fazer as ligações com a próximo capítulo daquele personagem. Não faz meu estilo de leitura.

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 98
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    Georges Perec profile picture

    Georges Perec

    Nasceu em 1936 e foi um dos grandes inovadores da literatura no século XX. Filho de judeus poloneses que imigraram para a França, perdeu o pai na frente de batalha, durante a Segunda Guerra, e a mãe num campo de concentração. Em 1965, recebeu o prestigioso prêmio Renaudot por <i>As coisas</i>, seu primeiro romance, e, em 1967, passou a integrar o centro de literatura experimental <b>OuLiPo</b> (Ouvroir de Littérature Potencielle), fundado por Raymond Queneau. Sua prosa extremamente lúdica recorre à lógica e à matemática para lançar uma luz surpreendente sobre os detalhes mais repetitivos das sociedades de consumo. Perec morreu em 1982.

    38 Livros
    35 Seguidores

    Georges Perec