A vida modo de usar - romances

    Georges Perec

    Companhia de Bolso
    2009
    680 páginas
    22h 40m
    ISBN-13: 9788535914900
    Português Brasileiro

    Obra escrita segundo os preceitos do OuLiPo, grupo formado por Perec e Italo Calvino, entre outros, que propunha criar literatura a partir de regras matemáticas. Perec entrecruza diversas histórias neste "hiper-romance" publicado em 1978. Sobre esta obra de Georges Perec, Italo Calvino escreve: "Exemplo daquilo que chamo de hiper-romance é A vida, modo de usar, romance extremamente longo, mas construído com muitas histórias que se cruzam (não é por nada que no subtítulo traz romances no plural), renovando o prazer dos grandes ciclos à la Balzac. Creio que este livro, publicado em Paris em 1978, quatro anos antes da morte prematura do autor aos 46 anos, talvez seja o último verdadeiro acontecimento na história do romance. E isso por vários motivos: o incomensurável do projeto nada obstante realizado; a novidade do estilo literário; o compêndio de uma tradição narrativa e a suma enciclopédica de saberes que dão forma a uma imagem do mundo; o sentido do hoje que é igualmente feito com acumulações do passado e com a vertigem do vácuo; a contínua simultaneidade de ironia e angústia; em suma, a maneira pela qual a busca de um projeto estrutural e o imponderável da poesia se tornam uma só coisa".

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    Talita M. Bueno Ferraz picture
    Talita M. Bueno Ferraz26/07/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Para quem gosta de livros descritivos

    A história do livro são muitas histórias em uma. Conta sobre a vida de todos os moradores de um prédio de apartamentos em Paris, seus antepassados,antigos moradores, donos do prédio e também do próprio prédio. Existe um personagem principal que é Percival Bartlebooth, ele ganha uma herança de seu tio e com ela faz um projeto de vida para os próximos 50 anos: se dedicar inteiramente a fabricação, montagem e destruiçao de puzzles. O livro em si é muito bom, pela riqueza de detalhes e pelo conhecimento do autor que versa sobre os mais variados assuntos. Porém os capitulos são muito descritivos, o autor destaca todos os ambientes em minúcias, o que chega a ser cansativo. Além disso, como conta diversas histórias e todas são entrecortadas, às vezes, é díficil fazer as ligações com a próximo capítulo daquele personagem. Não faz meu estilo de leitura.

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