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    Poética -

    Aristóteles

    edipro
    2011
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    1004 avaliações
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    No estudo da arte em geral e em especial a literatura, o conhecimento das palavras ditas por Aristóteles sobre o assunto é de extrema relevância. Falarei da literatura, e o que filosofo nos diz sobre a poesia. Sua importância começa a ser significativa a partir de sua primeira edição latina em 1498. Desde então, passa a ser usada como meio de estudo. Segundo Aristóteles, poesia é a arte da mimética, da cópia ou imitação da realidade. Todo artista imita, cria, fantasia, e menti baseado em fatores do mundo real. Uma poesia se diferencia da outra através de 3(três) fatores : Meio, objeto e modo. O Meio se dá através do ritmo, do canto e dos versos. O objeto pode-se dividir em duas características, sendo uma delas a tragédia, onde o objeto se apresenta como as ações de homens de grande valor e caráter. Tal qual Ulisses(Odisseu) em A Odisséia. A outra característica do objeto é a comédia, onde ele se apresenta como as ações de homens de baixo valor e caráter. O que define o elevado ou baixo valor e caráter de um homens é, geralmente, o nível social do mesmo. A diferenciação da poesia através do modo acontece quando entendemos quando conhecemos suas variações. O modo pode ser narrativo quando impera a voz do narrador apesar de o personagem também participar. Há um misto entre eles. Já o modo Dramático não apresenta interferência do narrador e acontece apenas através das vozes e ações dos personagens . Da diferenciação entre as poesias, resumidamente, é isso que Aristóteles nos diz. Ele ainda comenta que a poesia surge quando surge o homem, pois é natural do homem e somente dele, entre os seres viventes, a imitação. O homem sente prazer em aprender e imitar. A tragédia tem origem nos contos Ditirambos, contos dionísicos e no conto do bode(sacrificado a Dionísio enquanto a comedia tem origem nos cantos fálicos e versos jâmbicos. A evolução da tragédia se deu com o aumento do numero de atores, menos vozes no canto, a inserção dos mitos, do processo de culpa e expiação e a o dialogo tornou-se protagonista. Para Aristóteles, a tragédia é a imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão. Imita homens de caráter elevado e se utiliza de linguagem ornamentada(linguagem literária). Não se efetua por narrativa, mas mediante atores. A tragédia sempre causa terror e piedade afim de purificar a catarse. Na tragédia, o meio é marcado pelo ritmo, pelo canto e pelo verso em linguagem literária e tem como objeto as ações de homens de elevado caráter e o modo nas ações dos atores e no gênero dramático.

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    André Siqueira picture
    André Siqueira23/06/2021Resenhou um livro
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    A Poética de Aristóteles se insere em um contexto de uma democracia incipiente aliada a primeira tentativa sistemática de uma polis organizada segundo os princípios da igualdade de governança e representação (ainda que tremendamente exclusiva; e em vários sentidos irônica; excluindo mulheres, crianças, estrangeiros de qualquer espécie ou pessoas sem propriedade). O centro de tal mundo se localizava em Atenas, cercada de pequenos Estados que se agrupavam e guerreavam ao sabor das necessidades. Aristóteles teve como mentores Sócrates e Platão, que sob certo aspecto, solidificaram novas formas de diálogo e comunicação para atender as novas necessidades discursivas da polis e da democracia emergente (maiêutica, drama, comédia, diálogos platônicos e a própria filosofia). Diversos outros nomes, como Esquilo, Sofócles e Eurípedes são mencionados; embora sua influência se observe melhor nas obras que se quer catalogar. Assim, Aristóteles não precisa defender a existência de uma filosofia, ou gênese de pensamento, como seus mentores; antes chega a uma realidade onde estes métodos do saber já estão razoavelmente ancorados, encontrando solo fértil para germinar suas ideias. A poética é exemplo de como ele trabalha em todas suas obras, de forma divergente aos diálogos Socráticos (consolidados por Platão): primeiro realiza uma definição do tema; seguida uma explicação causal do fenômeno e por fim uma demonstração de sua essência, aquela característica que lhe seria única e portanto, métrica para defini-la. O ponto que parece principal e delineador da obra é que nela são possíveis observar, pelo menos em potência, grande parte das teorias literárias que ocuparam espaços hegemônicos dentro da academia; desde os formalistas russos e sua preocupação a forma, passando pela análise de discurso francesa e sua preocupação com a mensagem até a nova crítica norte americana e sua preocupação com a recepção; inclusive com citações diretas nas principais grandes obras que criaram estas linhas teóricas o que além de ilustrativo da importância que a obra têm para o meio literário a torna também leitura obrigatória para uma compreensão fortuita da literatura enquanto disciplina acadêmica.

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