The Woman in the Dunes -

    Kobo Abe

    Shinchosha
    1981
    276 páginas
    9h 12m
    ISBN-13: 9784101121154

    This beautiful novel by one of Japan's most important writers is also one of the most strangely terrifying and memorable books you'll ever read. The Woman in the Dunes is the story of an amateur entomologist who wanders alone into a remote seaside village in pursuit of a rare beetle he wants to add to his collection. But the townspeople take him prisoner. They lower him into the sand-pit home of a young widow, a pariah in the poor community, who the villagers have condemned to a life of shoveling back the ever-encroaching dunes that threaten to bury the town. An amazing book.

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    Macos Augusto28/02/2020Resenhou um livro
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    Areias do absurdo

    Mistura perturbadora de claustrofobia, terror e surrealismo que permeia essa visão de mundo do autor. O professor Niki Jumpei decide passar suas férias perseguindo seu hobby de coletar insetos. Ele tem aspirações de descobrir um novo tipo de besouro, conseguindo assim uma pequena dose de distinção. Quando tais descobertas são feitas, Abe nos lembra que o nome do descobridor aparecerá nas enciclopédias de entomologia anexadas ao nome latino do inseto recém encontrado e lá, será preservado por quanto tempo a sociedade durar. O professor acredita que sua melhor chance de encontrar o besouro provêm do estudo de habitats incomuns, onde novas formas podem ter evoluído em adaptação ao ambiente alterado. Ele decidiu se concentrar em terrenos arenosos e assim, parte para um tipo diferente de férias na praia, com a rede de captura, frascos e produtos químicos necessários para sua busca. Acontece que Niki Jumpei será capturado e mantido, um espécime humano preso no mesmo ambiente em que ele esperava ser o colecionador. Com característica de sonho, reunindo elementos mais incongruentes e implausíveis em um história tão instável quanto as dunas que descreve, mas apresentada com rigor e atenção à simbologia que nunca cai em pura fantasia ou irracional. Os moradores locais se oferecem para colocá-lo em uma das casas nos buracos de areia durante a noite, onde uma viúva cuidará dele. Sem outras opções, ele aceita sua oferta e desce uma escada de corda até o fundo de um poço profundo. No dia seguinte, falta a escada de corda e o professor percebe que os aldeões não tem intenção de deixá-lo sair. Espera-se que ele ajude a viúva na tarefa de remover a areia que se acumula infinitamente em buracos onde os habitantes locais vivem. A mulher não mostra interesse em ajudá-lo a escapar ou em sair ela mesma. Quando ele se recusa a ajudar com a remoção de areia os moradores cortam o suprimento de água. Com o tempo, Jumpei é forçado a trabalhar mas ele continua tramando métodos para escapar. Ao surrealismo o autor impõe um racionalismo infalível, até uma atitude científica o que reforça a claustrofobia e a solidão do romance. A história traça paralelos com o esforço monumental da reconstrução do Japão após a segunda guerra mundial. Mas no lugar da moral da história nos deixa com apenas um espaço em branco. Foi adaptado para o cinema em 1964 com o mesmo título, marco máximo da new wave do cinema japonês, ganhou o premio especial do júri no festival de Cannes, o filme é muito melhor.

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