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    The Woman in the Dunes -

    Kobo Abe

    Vintage
    1991
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9780679733782
    4.2
    28 avaliações
    Leram26Lendo4Querem23Relendo0Abandonos3Resenhas3
    Favoritos1Desejados23Avaliaram28

    This beautiful novel by one of Japan's most important writers is also one of the most strangely terrifying and memorable books you'll ever read. The Woman in the Dunes is the story of an amateur entomologist who wanders alone into a remote seaside village in pursuit of a rare beetle he wants to add to his collection. But the townspeople take him prisoner. They lower him into the sand-pit home of a young widow, a pariah in the poor community, who the villagers have condemned to a life of shoveling back the ever-encroaching dunes that threaten to bury the town. An amazing book.

    Edições (4)

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    Resenhas (3)Ver mais
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    Macos Augusto28/02/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Areias do absurdo

    Mistura perturbadora de claustrofobia, terror e surrealismo que permeia essa visão de mundo do autor. O professor Niki Jumpei decide passar suas férias perseguindo seu hobby de coletar insetos. Ele tem aspirações de descobrir um novo tipo de besouro, conseguindo assim uma pequena dose de distinção. Quando tais descobertas são feitas, Abe nos lembra que o nome do descobridor aparecerá nas enciclopédias de entomologia anexadas ao nome latino do inseto recém encontrado e lá, será preservado por quanto tempo a sociedade durar. O professor acredita que sua melhor chance de encontrar o besouro provêm do estudo de habitats incomuns, onde novas formas podem ter evoluído em adaptação ao ambiente alterado. Ele decidiu se concentrar em terrenos arenosos e assim, parte para um tipo diferente de férias na praia, com a rede de captura, frascos e produtos químicos necessários para sua busca. Acontece que Niki Jumpei será capturado e mantido, um espécime humano preso no mesmo ambiente em que ele esperava ser o colecionador. Com característica de sonho, reunindo elementos mais incongruentes e implausíveis em um história tão instável quanto as dunas que descreve, mas apresentada com rigor e atenção à simbologia que nunca cai em pura fantasia ou irracional. Os moradores locais se oferecem para colocá-lo em uma das casas nos buracos de areia durante a noite, onde uma viúva cuidará dele. Sem outras opções, ele aceita sua oferta e desce uma escada de corda até o fundo de um poço profundo. No dia seguinte, falta a escada de corda e o professor percebe que os aldeões não tem intenção de deixá-lo sair. Espera-se que ele ajude a viúva na tarefa de remover a areia que se acumula infinitamente em buracos onde os habitantes locais vivem. A mulher não mostra interesse em ajudá-lo a escapar ou em sair ela mesma. Quando ele se recusa a ajudar com a remoção de areia os moradores cortam o suprimento de água. Com o tempo, Jumpei é forçado a trabalhar mas ele continua tramando métodos para escapar. Ao surrealismo o autor impõe um racionalismo infalível, até uma atitude científica o que reforça a claustrofobia e a solidão do romance. A história traça paralelos com o esforço monumental da reconstrução do Japão após a segunda guerra mundial. Mas no lugar da moral da história nos deixa com apenas um espaço em branco. Foi adaptado para o cinema em 1964 com o mesmo título, marco máximo da new wave do cinema japonês, ganhou o premio especial do júri no festival de Cannes, o filme é muito melhor.

    2 curtidas

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    4.2 / 28
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas57%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Kimifusa Abe profile picture

    Kimifusa Abe

    Kobo Abe (em japonês: Abe Kōbō), pseudônimo de Kimifusa Abe, nasceu em Tóquio e passou a infância e a adolescência na região de Manchukuo, atual Manchúria, então ocupada pelos japoneses, onde seu pai era professor de medicina. A distância do seu país natal propiciou que não tenha desenvolvido laços tão fortes com a cultura nipônica como outros escritores japoneses seus contemporâneos. Em vez disso, o jovem Kobo Abe interessou-se não só pela matemática e pela entomofilia, como também pela filosofia ocidental, sobretudo a de Jaspers, Nietzsche e Heidegger. Kobo Abe retornaria ao Japão em guerra em 1941, ingressando, dois anos mais tarde, na Universidade de Tóquio como estudante de Medicina. Licenciou-se em 1948, com a promessa de nunca vir a exercer a sua profissão. Em vez disso, decidiu dar início a uma carreira como escritor. Kobo Abe tornou-se membro da tertúlia literária Yoru no kai (Associação da Noite) liderada por Kiyoteru Hamada, inspirada pela tentativa de fusão da estética surrealista com a ideologia marxista, e a se interessar por teatro e cinema de vanguarda. A sua primeira obra, uma coletânea de poemas intitulada Mumei Shishu (Poemas de um Poeta Desconhecido), que havia escrito em 1943, foi publicada em edição do autor em 1947. Ganharia uma certa reputação em 1948, com a publicação do romance Owarishi Michi No Shirube Ni (O Sinal no Fim da Rua). Seu experimentalismo foi bem acolhido pelas gerações mais jovens e recebeu prêmios pelos seus três contos Akai Mayu (O Casulo Vermelho, 1950), Kabe (1951) e S.Karuma-shi no Hanzai (O Crime de S.Karuma, 1951). Por este último, em que utilizou um estilo e um tema de género kafkiano, Kobo Abe foi distinguido com o Prêmio Akutagawa, o mais prestigiado prêmio literário do Japão. Essa tendência prosseguiu e veio a caracterizar definitivamente a obra do autor. Dedicando-se também ao teatro, Kobo Abe tornou-se, na década de 70 e com a morte de Yukio Mishima, um dramaturgo de forte reputação, assegurada por peças como Tomodachi (Amigos, 1967), Bo Ni Natta Otoko (O Homem que se Transformou num Pau, 1969) e The Suitcase (A Mala, 1973).

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    Tóquio, Japão

    Kimifusa Abe