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    A literatura e o mal -

    Georges Bataille

    L&PM
    1989
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 85-254-0221-4
    Português Brasileiro
    4.3
    23 avaliações
    Leram54Lendo15Querem155Relendo0Abandonos3Resenhas2
    Favoritos4Desejados155Avaliaram23

    A geração a que pertenço é tumultuosa. Ela despertou para a vida literária nos tumultos do surrealismo. Houve, nos anos que se seguiram à Primeira Guerra, um sentimento que transbordava. A literatura sufocava em seus limites. Parecia que ela continha em si uma revolução. (...) Estes estudos correspondem ao esforço que empreguei para destacar o sentido da literatura ... A literatura é o essencial ou não é nada. O Mal – uma forma penetrante do Mal – de que ela é a expressão, tem para nós, creio eu, o valor soberano. Mas esta concepção não impõe a ausência de moral, exige uma "hipermoral".

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    Resenhas (2)Ver mais
    Joachin Azevedo picture
    Joachin Azevedo02/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Em termos literários, talvez ninguém melhor que o escritor francês Georges Bataille, na obra A literatura e o mal, para explicar a significação estética que o mal adquire na escrita. Bataille acompanhou os desfechos das duas grandes guerras mundiais e, ao prefaciar a sua citada obra, definiu-se como pertencente a uma geração tumultuosa que buscou testar todos os limites da linguagem por meio do surrealismo. De acordo com o escritor, a literatura é uma forma de comunicação e, assim sendo, o mal tem a função de intensificar essa comunicação. De acordo com Georges Bataille, se o autor tem algum intuito de transmitir uma forma de conhecimento do mundo por meio da literatura deve ser o mais honesto possível. Se a razão ocidental fundou uma sociedade alicerçada por valores restritos aos cálculos de interesses pessoais, os temas da selvageria, bem como os da violência física e simbólica contra o outro, que aparecem transfigurados na literatura, podem servir para o escritor denunciar a cumplicidade do leitor ou de forçá-lo a tomar uma atitude em face do mal.

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    Georges Albert Maurice Victor Bataille

    Georges Bataille nasceu em Billom, França, em 1897. Convertido ao catolicismo, frequentou o seminário em Reims, abandonado, em 1917, pela École Nationale des Chartres. À leitura dos místicos seguiu-se a descoberta de Nietzsche, cujo dionisismo estimulou uma ruptura com a moralidade e a racionalidade burguesas, aproximando seu pensamento da dimensão libertária das experiências limítrofes, como o mal e o erotismo, essenciais em sua ficção (vejam-se as novelas <i>O ânus solar</i>, 1928, <i>Madame Edwarda</i>, 1941, <i>O azul do céu</i>, 1957). Sua obra se enquadra tanto no domínio da Literatura como no campo da Antropologia, Filosofia, Sociologia e História da Arte.

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    Georges Albert Maurice Victor Bataille