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    Marajó (Ciclo do Extremo-Norte #2) -

    Dalcídio Jurandir

    CEJUP
    1992
    388 páginas
    12h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    37 avaliações
    Leram59Lendo13Querem70Relendo0Abandonos4Resenhas5
    Favoritos1Desejados70Avaliaram37

    Esse romance semi documental é uma modalidade de escrita da história, ao mesmo tempo em que o seu componente ficcional, que inclui uma trama erótica, marca uma diferença. Na sociedade retratada são realçadas as relações de poder, que examinamos do lado dos senhores e do lado dos pobres, incluindo as formas de resistência destes. O episódio central da obra é um utópico projeto de melhoria social, empreendido pelo protagonista, o filho rebelde de um latifundiário. Com essa utopia social e a opção do romancista por essa figura de mediação entre ricos e pobres – no plano da ação narrada, como na tradução da cultura cabocla para o código do leitor culto – o romancista apresenta um tema que é relevante tanto para as ciências sociais quanto para os estudos literários e culturais.

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    Vitor Dilly picture
    Vitor Dilly04/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Oprimidos e opressores: vivências e situações nas Ilhas marajoaras

    Cobras grandes e passarões já não são mais os donos do rio, tomado agora por zebus e vaqueiros. O pai fazendeiro quer que o filho faça zootecnia na capital Belém do Pará, para ajudá-lo na lida... Mas o filho quer sentir o calor dos abraços das caboclas no fundo do mato, lá onde resiste a feitiçaria e a pajelança. E onde se esconde uma irmã secreta... Ele perceberá que o gado é fantasma. Vida mesmo está no cemitério indígena das águas do lago: morubixauas sobem nas igaçabas, jaçanãs voam sobre jacarés que abrem a boca para engolir a noite...

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