Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições4
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas5
    • Leitores146
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Marajó (Ciclo do Extremo-Norte #2) -

    Dalcídio Jurandir

    Editora Universitária - EDUFPA
    2008
    490 páginas
    16h 20m
    ISBN-13: 9788524704499
    Português Brasileiro
    4.2
    37 avaliações
    Leram59Lendo13Querem70Relendo0Abandonos4Resenhas5
    Favoritos1Desejados70Avaliaram37

    "Marajó, história do menino Missunga, ser que aos poucos assume, sem nenhum esforço, como se naturalmente, a condição proprietária de seu mundão marajoara, é escrita de ímpar maravilha verbal em retorno ao prazer do leitor." Amarílis Tupiassú. Trecho da obra: "Já o rio liso o enervava, o estirão da ilha defronte, a marcha de uma barraca noutra margem Dentro do açaizal. Seu pai era o dono daquele rio, daquela terra e daqueles homens calados e sonolentos que, nos toldos das canoas, ou pelas vendas, esperavam a maré para içar as velas ou aguardavam quem lhes pegassem a cachaça. Na cidade, longe da vila, quanta noite de champanhe, espremido do suor e do sangue daqueles caboclos, dos vaqueiros que fediam a couro e a lama ouvindo nos campos os tambores do Espirito Santo. Invejava em certas horas o que os Salmões faziam na fazenda em Chaves; as brutas farras com caboclas, delegados de polícia, promotores de justiça, tabeliães, tesoureiros municipais e carne de novilha gorda assando na brasa debaixo das árvores. Missunga sentia-se como aquela tarde, oco e morno. A pequena igreja olhando o rio, o coreto, os banquinhos do largo, dois benjamins que Coronel plantara no dia da Pátria e os guris jogando pião. Em Paricatuba o mato dava-lhe um receio sem nome. Naquelas verdes espessuras estava a fatalidade, espiando entre os paus, assobiando com os quinquiós. Missunga apanhara no ar a grande palavra: Fatalidade, para explicar os champanhes, o surdo-mudo que o seu parente Guilherme explorava, a morte do garçon e as crônicas do Manfredo. Dois guris, que se atracavam por via do pião, o atraíram. Missunga, vivamente, gritou como sempre gritava aos seus cachorros: - Êta! Isca! Isca! Ei! Isca! A gurizada fechou o círculo. - Golpeia, Pedrinho! Missunga divertia-se. Seus gritos excitavam os guris que rolavam na poeira, sujos e escuros como porcos." *** “Marajó”, em qualquer língua, é literatura brasileira. Mas não é apenas pela sua fidelidade ao ambiente que merece apreço: mas pela sua força descritiva, plena de verdade e de beleza, pela sua maneira de fazer viver a gente que povoa as suas páginas, pela realidade com que traduz os laços sociais que a dominam. Tudo isso é literatura da melhor espécie.” - Nelson Werneck Sodré, historiador. “ … Dalcídio Jurandir é um mestre telúrico. Marajó é um belo romance, pois ninguém melhor do que Dalcídio Jurandir nos comunica a sensação de deserto, do lobo, do calor deliqüescente daquela imensa solidão de nuvens baixas e verdes malhadas que é Marajó. O estilo empolga, com as suas asperezas, seus regionalismos, suas soluções poéticas de um primitivismo expressivo, sua ausência de malícia.” - Sérgio Milliet, escritor. “ Marajó é um volume feito com a verdade cotidiana, com a paisagem exata, com as fisionomias possíveis da existência. E o seu melhor elogio para um etnógrafo.” - Luís da Câmara Cascudo

    Edições (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (5)Ver mais
    Vitor Dilly picture
    Vitor Dilly04/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Oprimidos e opressores: vivências e situações nas Ilhas marajoaras

    Cobras grandes e passarões já não são mais os donos do rio, tomado agora por zebus e vaqueiros. O pai fazendeiro quer que o filho faça zootecnia na capital Belém do Pará, para ajudá-lo na lida... Mas o filho quer sentir o calor dos abraços das caboclas no fundo do mato, lá onde resiste a feitiçaria e a pajelança. E onde se esconde uma irmã secreta... Ele perceberá que o gado é fantasma. Vida mesmo está no cemitério indígena das águas do lago: morubixauas sobem nas igaçabas, jaçanãs voam sobre jacarés que abrem a boca para engolir a noite...

    17 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 37
    • 5 estrelas46%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas3%
    Dalcídio Jurandir profile picture

    Dalcídio Jurandir

    Dalcídio Jurandir Ramos Pereira (Ponta de Pedras, ilha do Marajó, Pará, 10 de janeiro de 1909 — 16 de junho de 1979) foi um romancista brasileiro. Estudou em Belém até 1927. Em 1928 partiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como revisor na revista Fon-Fon. Em 1931 retornou para Belém. Foi nomeado auxiliar de gabinete da Interventoria do Estado. Escreveu para vários jornais e revistas. Militante comunista, foi preso em 1936, permanecendo dois meses no cárcere. Em 1937 foi preso novamente, e ficou quatro meses retido, retornando somente em 1939 para o Marajó, como inspetor escolar. Escreveu para vários veículos e acabou como repórter da Imprensa Popular, em 1950. Nos anos seguintes viajou à União Soviética, Chile e publicou o restante de sua obra, inclusive em outros idiomas. Em 1972, a Academia Brasileira de Letras concede ao autor o Prêmio Machado de Assis, entregue por Jorge Amado, pelo conjunto de sua obra. Em 2001, concorreu com outras personalidades ao título de "Paraense do Século". No mesmo ano, em novembro, foi realizado o Colóquio Dalcídio Jurandir, homenagem aos 60 anos da primeira publicação de Chove nos Campos de Cachoeira. Em 2008, o Governo do Estado do Pará instituiu o Prêmio de Literatura Dalcídio Jurandir. Em 2009 comemorou-se o centenário do escritor. Escreveu: Série Extremo-Norte Chove nos Campos de Cachoeira (1941) Marajó (1947) Três Casas e um Rio (1958) Belém do Grão Pará (1960) Passagem dos Inocentes (1963) Primeira Manhã (1968) Ponte do Galo (1971) Os Habitantes (1976) Chão dos Lobos (1976) Ribanceira (1978) Série Extremo-Sul Linha do Parque (1959)

    14 Livros
    25 Seguidores
    Pará, Brasil

    Dalcídio Jurandir