Apologia de Sócrates, o Banquete e Fedro (Livros que mudaram o mundo #5) -

    Platão

    Folha de S. Paulo
    2010
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788563270269
    Português Brasileiro

    "Havia, a princípio, três espécies de homens e não duas, como atualmente: macho e fêmea. O terceiro era formado dos dois primeiros.(...) Chamavam-se andróginos (...)." Platão (428/427 a.C – 348/347 a.C) Platão é, sem sombra de dúvida, um dos filósofos mais influentes de todos os tempos. O alcance de sua obra é tamanho que praticamente todos os autores que o sucederam podem ser classificados de platônicos ou antiplatônicos nas questões mais essenciais. Sua abordagem dos problemas filosóficos é tão profunda, provocativa e apaixonante que vem cativando todas as gerações de pessoas cultas há 2.500 anos. Parte do sucesso se deve à forma de diálogo em que escreveu a grande maioria de seus textos. O tom de conversa é o mais propício para fazer com que o leitor se maravilhe com as coisas do mundo. E, para Platão, a filosofia começa justamente com o “thaumázein”, o maravilhar-se. Hélio Schwartsman Articulista da Folha

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    Dyllan Johnny07/04/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Onde há sim vergonha há também medo.

    Sócrates era desses incômodos confrontadores, chato iluminado, gênio por natureza. O mais interessante é vê-lo, sem precisar de deuses, seguir firme em sua moral interior. Ele carrega, no discurso, o ouvinte por caminhos disfarçados com perguntas, sem que o entrevistado perceba suas intenções. Ao falar da morte, nos desarma: e se for ela o verdadeiro descanso? E se for uma dádiva muito maior que estar vivo? E se lá, encontrarmos nossas maiores inspirações? Como podemos afirmar que a partida é uma subtração e não um ganho? Diante do fim, ele não treme. Temer o desconhecido seria ignorar a beleza do mistério. (“Aquelas coisas que não sei se acaso são boas jamais temerei nem evitarei.”) “Me diga então, por Zeus: que tão belo feito é esse que os deuses efetuam valendo-se de nós como seus servidores?” “Doar não seria uma arte se déssemos a alguém aquilo de que não precisa absolutamente...” “não há quem venha a se salvar, dentre os homens, depois de se opor genuinamente a vocês (juízes) ou a qualquer outra maioria.” “prefiro muito mais morrer depois de ter me defendido desta maneira a ter que viver daquela. Pois nem numa causa, nem numa guerra, não se deve maquinar isto: de tudo fazer para escapar da morte.” “Para o homem bom não há mal algum, nem quando vive, nem quando morre.” “Mas agora é hora de partirmos: eu, para morrer, e vocês, para viver. Quem de nós vai para melhor, a todos é inaparente..”

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