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    Apologia de Sócrates (L&PM Pocket #701) - Precedido de Sobre a Piedade (Êutifron) e seguido de Sobre o Dever (Críton)

    Platão

    L&PM
    2008
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788525417671
    Português Brasileiro
    4.2
    5856 avaliações
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    O julgamento de Sócrates (469-399 a.C.) foi um dos fatos históricos mais importantes da Grécia Antiga e até hoje inspira escritores, artistas e filósofos. Em 399 a.C., Atenas estava se recompondo após a derrota para Esparta na Guerra do Peloponeso, tentando consolidar o ainda frágil regime democrático. O posicionamento crítico de Sócrates pareceu uma afronta aos costumes da cidade e ele foi incriminado, julgado e condenado à morte por envenenamento sob as acusações de não cultuar os deuses da cidade, tentar introduzir novas divindades e corromper a juventude com suas idéias. As acusações não intimidaram o pensador, que decidiu conduzir a própria defesa, dando origem aos textos aqui reunidos, Êutifron, Apologia de Sócrates e Críton. São obras que partem da discussão filosófica, mas assumem ramificações religiosas, políticas e éticas, mostrando por que Sócrates passou para a História como fundador da tradição filosófica ocidental.

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    Resenhas (567)Ver mais
    Dyllan Johnny picture
    Dyllan Johnny07/04/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Onde há sim vergonha há também medo.

    Sócrates era desses incômodos confrontadores, chato iluminado, gênio por natureza. O mais interessante é vê-lo, sem precisar de deuses, seguir firme em sua moral interior. Ele carrega, no discurso, o ouvinte por caminhos disfarçados com perguntas, sem que o entrevistado perceba suas intenções. Ao falar da morte, nos desarma: e se for ela o verdadeiro descanso? E se for uma dádiva muito maior que estar vivo? E se lá, encontrarmos nossas maiores inspirações? Como podemos afirmar que a partida é uma subtração e não um ganho? Diante do fim, ele não treme. Temer o desconhecido seria ignorar a beleza do mistério. (“Aquelas coisas que não sei se acaso são boas jamais temerei nem evitarei.”) “Me diga então, por Zeus: que tão belo feito é esse que os deuses efetuam valendo-se de nós como seus servidores?” “Doar não seria uma arte se déssemos a alguém aquilo de que não precisa absolutamente...” “não há quem venha a se salvar, dentre os homens, depois de se opor genuinamente a vocês (juízes) ou a qualquer outra maioria.” “prefiro muito mais morrer depois de ter me defendido desta maneira a ter que viver daquela. Pois nem numa causa, nem numa guerra, não se deve maquinar isto: de tudo fazer para escapar da morte.” “Para o homem bom não há mal algum, nem quando vive, nem quando morre.” “Mas agora é hora de partirmos: eu, para morrer, e vocês, para viver. Quem de nós vai para melhor, a todos é inaparente..”

    197 curtidas

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    Πλάτων, Plátōn; Plato

    Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas, entre eles a ética, a política, a metafísica e a teoria do conhecimento.

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    Atenas, Hélade

    Πλάτων, Plátōn; Plato