O livro de areia -

    Jorge Luis Borges

    Editora Globo
    1995
    132 páginas
    4h 24m
    ISBN-13: 0788525003072
    Português Brasileiro

    Dentre os tópicos borgianos, o livro de areia privilegia a memória da palavra escrita. O conjunto pode ser lido como a vontade de se converter em contos os impossíveis, materializando certa quantidade de utopias pessoais. Porque o espaço literário concretiza o virtual, há uma volta para trás em direção aos velhos temas e as épocas passadas. O narrador memorioso pode encontrar ali, nesses tempos e espaços recuperados pela escritura, o jovem Borges; pode também recordar uma paixão juvenil e efêmera, presenciar a morte do legendária Moreira, imiscuir-se nos bastidores de uma loja clandestina, desvelar a palavra primordial, achar um mundo utópico pleno porque é o reino das abolições e fazer-se possuidor de um livro sem princípio nem fim, eternamente mutante.

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    Régis Maz13/06/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Treze histórias diversas

    O Livro de Areia lançado em 1975 é a última coletânea de contos publicada por Borges, nele o autor desenvolve temas que já fizeram parte de outras histórias suas ao longo da vida, são contos que têm um sentido quase mágico e que despertam no leitor a sensação de estar em um sonho onde a narrativa detalhada e versátil do autor mostra uma percepção apurada da alma humana nos convidando a mergulhar no teor expressivo e fantástico de seus textos. O primeiro conto traz o tema do duplo, do Doppelgänger; tema esse que sempre entusiasmou Stevenson, de quem Borges gostava bastante, o segundo conto foi inspirado pelas ficções de Kafka, temos também um conto que alude a Lovecraft: a quem Borges sempre julgou um parodista involuntário de Poe; e temos outros contos que falam de cansaço, da melancolia, de amores fugazes, do tempo, da efemeridade da vida, de assassinato político e o último é sobre um livro inconcebível com um volume de páginas infinitas onde nenhuma é a primeira e nenhuma é a última, trazendo novamente a obsessão do autor por labirintos à sua narrativa. E como sempre tiveram contos com os quais eu me envolvi mais e outros com os quais eu me envolvi menos, sem que isso fizesse dessa uma leitura menos prazerosa e instigante. Gosto de como a narrativa fantástica de Borges me faz sentir e de como me faz pensar. Essas treze histórias muito diversas me fizeram companhia nessas últimas manhãs, me fazendo admirar ainda mais a escrita hipnótica de Borges. Gosto muito da forma como o autor escreve seus contos e como insere fatos históricos misturando ficção e não-ficção, tornando a experiência de ler seus textos intensa e extremamente original. Recomendo.

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