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    Antologia poética -

    Manuel Bandeira

    Global
    2013
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788526017726
    Português Brasileiro
    4.2
    197 avaliações
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    Favoritos19Desejados191Avaliaram197

    Antologia poética Manuel Bandeira, coletânea organizada pelo próprio autor em 1961, reúne poemas publicados em diversos livros. No prefácio o autor comenta: "A antologia atual é mais completa que as anteriores por incluir também poemas de circunstâncias, constantes do livro Mafuá do malungo, e traduções que fiz de poetas estrangeiros, tiradas do livro Poemas traduzidos. Além disso, recolhem-se nela alguns poemas recentes ainda não coligidos em livro. Como nas duas primeiras, aqui o critério foi marcar a evolução da minha poesia, aproveitando de cada livro o que me parecia representar melhor a minha sensibilidade e a minha técnica." Nesta obra é possível perceber o conflito, inteligentemente resolvido, entre o moderno e o canônico, as brincadeiras com os temas da vida e da morte e a sua extrema sensibilidade aliada a um domínio técnico apurado. Segundo os estudiosos, Manuel Bandeira, em sua poesia, abandonou o tom retórico de seus predecessores e usou a fala coloquial para tratar, com objetividade e humor, de temas triviais e eventos do dia a dia. Apesar de sua refinada sensibilidade, que remonta aos clássicos portugueses, o autor era capaz, também, de se fascinar com o insólito e o corriqueiro.

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    luan souza picture
    luan souza07/11/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A versatilidade em versos; o homem versátil: Manuel Bandeira

    Uma antologia primorosa, rica, gostosa! Lendo Manuel, sinto os seus versos de tal maneira que me surpreendo. Ler e ouvir o poema "Profundamente", por exemplo, me introduz a uma profunda nostalgia, num abismo triste-alegre, contagiante: contagiante, porém, não para terceiros, mas para mim mesmo: meus eus que já feneceram e que, de certa forma, vivem em minha consciência, vivem em minha nostalgia dolorosa. A minha criança tem nostalgia do meu eu, nostálgico, que há pouco feneceu e a desejava, e este último, apesar do mesmo destino, não se encontra com o desejado. E a dor só aumenta: o que sou, fui; o que serei... impossível ser o que não se é, no entanto somos e deixamos de ser no mesmo momento... Isso e muito mais Manuel me proporciona. Digo que é versátil porque a sua poesia inicia-se parnasiana, movimento literário literalmente abandonado por ele, posso dizer, até, que desprezado, daí surge o famoso poema "Os Sapos", recitado por outro autor na Semana de 22; Depois, encontra-se ele na primeira fase do modernismo, mas Manuel não para por aí, por isso a sua versatilidade genial! Nesse livro, seguem-se em ordem as suas publicações, até mesmo traduções suas de outras obras, o que torna ainda mais completa e deliciosa de ler. Em homenagem a esse inefável poeta, pois tudo o que lhe disse positivamente são mera ignorância, dedico: Manuel, poeta poético, que da sua maneira Passou a escrever a fatal beleza da vida. Sem regras, livremente, com a sua escrita Seus peomas tornaram-se símbolo da sua, da nossa Bandeira.

    13 curtidas

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    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho profile picture

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

    Foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Possuía um estilo simples e direto, foi o mais lírico dos poetas. Abordava temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares. Mesmo assim se valeu de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estreia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.

    109 Livros
    529 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho